As férias à séria estão finalmente aqui, depois de dois curtos períodos mais ou menos forçados de curtos dias passados, apenas porque sim, apenas porque eram 'necessários'.
Dois dias passados agora no ninho, a limpar as penas e a reforçar a folhagem, não vá o diabo tecê-las e surgir a necessidade de o fazer depois, quando já for tarde demais para isso.
Os planos já estão feitos. Para começar, uma peregrinação, para prestar a devoção necessária a uma parte do passado. Do meu passado e da história da música.
Há quem me avise com antecedência, que vou perder o meu tempo e que aquilo já não interessa a ninguém. Mas eu não quero saber disso para nada. Houve uma parte do meu imaginário e das minhas fantasias que foram passadas com aqueles sons em jeito de banda sonora. Existe, portanto, uma necessidade pessoal de ir até lá, acender uma vela, deixar que a pele se arrepie, não com o frio, mas com a comoção de recordar e depois, poder voltar as costas e dizer que se cumpriu um sonho...
Poderei ir ao encontro de uma desilusão, mas saberei aceitá-la se ela se fizer presente, da mesma forma como o fiz bem recentemente, apesar de a multidão insistir em olhar para um horizonte diferente.
É bem possível que fosse eu a estar enganado, mas ainda ninguém me conseguiu convencer disso de uma forma que eu pudesse aceitar como válida.
Aqui, bem pelo contrário, não me desiludi...
Depois da peregrinação terminada, prossegue o caminho para uma outra terra, para onde está uma daquelas partes do coração que sabe identificar termos como bem-estar, saudade, alegria, prazer, o nosso lar longe do ninho, laços!

É como uma purificação...