sábado, 18 de julho de 2015

[ver] MIURA não escrevem cartas de amor


Dizem os MIURA que gostam de abordar o amor em si e tudo o que ele consigo arrasta. No seu EP de estreia intitulado “Ninguém Escreve Cartas de Amor”, a banda da Figueira da Foz fala na ausência, na distância, de tudo aquilo que poderia ter sido dito e feito e não o foi. Falam do tempo que não pára, das amizades perdidas e da alegria de as voltar a encontrar. Da angústia de estar longe, da saudade mas também daquela sensação de voltar. Podem não escrever cartas de amor, mas falam sobre o tema com a temperatura de quem o vive.

A banda tem um novo guitarrista, encarnado na pele de Ivo Gil, que será apresentado oficialmente no próximo concerto que terá lugar no dia 31 de Julho, nas Festas da Guia (Guia).

E enquanto o novo video dos MIURA não sai (encontra-se em fase de produção), podemos recordar o tema-título do EP “Já Ninguém Escreve Cartas de Amor”...

[ouvir] O segundo single de MANCINES chama-se ‘I Can See’


Os MANCINES são uma banda de Coimbra, composta por Raquel Ralha (Wraygunn, Belle Chase Hotel, Azembla's Quartet), Toni Fortuna (D3o, Tédio Boys, M'as Foice), Pedro Renato (Belle Chase Hotel, Azembla's Quartet) e Gonçalo Rui.

O disco de estreia deste projecto chama-se “Eden’s Inferno” e dele tinha sido já retirado um primeiro avanço, ‘Time’ (ver videoclip aqui), aquele que inicialmente deu a conhecer MANCINES ao mundo. Agora chega a vez de ser conhecido o segundo single, intitulado ‘I Can See’ e que pode ser visto e ouvido ali em baixo, num registo captado na estreia ao vivo, no Teatro da Trindade (Lisboa):

[ouvir] O novo “Asteroid” dos MESA é o prenúncio para o que chegará no Outono


Depois de termos sido apresentados aos “Pés Que Sonham Ser Cabeças”, o album editado em 2013, os MESA preparam o regresso com um novo disco a ser lançado em pleno Outono. O primeiro single chama-se ‘Asteroid’ e podem ouvi-lo aqui em baixo:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

[agenda] GUN regressam a Lisboa em Novembro


Se recuarmos uns anos, não é difícil compreender o fenómeno. Em 1989, o hair metal estava já numa fase terminal e o grunge começava a dar os primeiros passos. Formado uns anos antes em Glasgow, o quinteto liderado pelos irmãos Gizzi deu-se a conhecer ao público nesse ano e, de um momento para o outro, tomou de assalto as ondas radiofónicas com o single «Better Days». Injetando sangue novo à tradição do rock clássico, com os seus blusões de cabedal, calças de ganga e botas de motoqueiro, os GUN revelaram desde cedo uma atitude terra-a-terra, que os tornou adorados imediatamente. Apesar da tenra idade de alguns membros – Dante Gizzi tinha apenas 15 anos quando a banda foi formada em 1987 –, a versão contemporânea do rock autêntico que os caracterizou desde o início deu-lhes uma vantagem clara sobre seus pares na viragem da década de 80 para a de 90. Num rápido piscar de olhos transformaram-se num verdadeiro fenómeno à escala global, assente em singles orelhudos como a estreia «Better Days», «Inside Out», «Money (Everybody Loves Her)», «Taking On The World», «Steal Your Fire», «Shame On You», «Word Up!», «The Only One» ou «Something Worthwhile», entre outros.

Em 1997 os escoceses decidiram colocar um ponto final na sua carreira. Mas não sem antes darem alguns concertos de despedida. Em 1998, perante um Paradise Garage completamente esgotado, o quinteto liderado pelos irmãos Gizzi protagonizou dois concertos apoteóticos. Duas noites de rock'n'roll suado e contagiante, que a banda escocesa espera vir agora a repetir no próximo dia 06 de Novembro!

‘Dá-me a Mão’ é o que pedem os MELHOR AMIGO no seu primeiro single


Acerca dos MELHOR AMIGO, a Preguiça Magazine rabisca as seguintes palavras: "Uma dose de humor subversivo e outra de poesia bruta e temos a receita para canções românticas pós anos 80, com assombrações de Jay Jay Johanson, existencialismo urbano em roupagem pop e letras que falam de imortais que não têm onde cair mortos."

Os MELHOR AMIGO são Gui Garrido e António Pedro Lopes, dois artistas performáticos que se entregaram ao vício das canções quando os calendários ainda marcavam 2008. No início de tudo, a premissa passou por recriar temas dos Velvet Underground, Moldy Peaches e Sinéad O'Connor por entre ambientes de stage-diving e cabarets. Dizem agora que não conseguem escapar aos pianos e às guitarras para fazer canções pontuadas pela voz profunda de António e pelo canto das viagens e dos amores experimentais.

O primeiro EP deste projecto saiu este ano, com um título homónimo, e o single que precedeu a sua chegada tem por título ‘Dá-me a Mão’. O video, realizado por Gui Garrido e Cláudia Batalhão, roda ali em baixo...

FELIPE NUNES (Vitrola Sintética) anda por Lisboa

Felipe Antunes, originário do Brasil, é voz e viola em Vitrola Sintética. Nascido a 11 de Abril de 1983, o cantor e compositor brasileiro chega aos 32 anos, em 2015, com três discos lançados com a banda Vitrola Sintética (“Sintético”, de 2015, “Expassos”, de 2013 e “Notícias”, de 2009) onde, além de ser a voz principal, é responsável pela maioria das composições da banda.Durante o mês de Julho está por Portugal para apresentar o terceiro disco deste projeto. Para a tour de promoção do álbum “Sintético”, o músico apresenta-se sozinho ao vivo, aproveitando também para mostrar alguns temas do seu álbum a solo.

Podem ainda apanhá-lo numa destas datas:

11/07 - Fnac Almada | Lisboa
12/07 - Fnac Oeiras | Lisboa (participação de Bárbara Eugênia)

sábado, 4 de julho de 2015

press play to start again


Habituados que estamos a ritmos mais ou menos descartáveis, preenchidos com conteúdos de validade muito curta, não deixa de me surpreender a forma como não me conseguem fluir as despedidas para espaços como o Cajado, o quase-primogénito deixado ao abandono ou, pelo menos, o que resta daquela primeira ninhada de ideias primogénitas formadas nos entrefolhos encefálicos e que acabaram por caminhar por si próprias.

Aqui foi ficando, relicário de espasmos nervosos em forma de letra e testemunha de várias tentativas de ir encontro à sanidade ainda que de uma forma menos clara ou objectiva. Quase dado como perdido para a existência, sublinhada condição pela sua ausência em pensamentos presentes ou planos futuros, resolve-se agora oferecer-lhe novo folego, novos conteúdos e as inevitáveis danças com os fantasmas dos conteúdos passados. Na verdade, o conceito por trás desta decisão é bastante simples: para quê abrir as portas de um novo quintal, quando nos basta aparar as ervas deste?

Deixemos então crescer aqui novas verduras, sejam elas de teor cultural, ocioso ou meras tolices imberbes, tudo quanto possam ser frutos sumarentos que tantas e tantas vezes vão surgindo na inbox. Ergue-se de novo o Cajado. O Poderoso.