domingo, 25 de novembro de 2007

my, that's a big one!!

Porque errar é humano, meus amigos, nem disso estamos livres numa ou noutra ocasião. Eu, pela minha parte, venho aqui fazer a minha catarse em função de um erro tremendo cometido no decorrer de uma acalorada troca de palavras acerca de umas certas musiquinhas e das suas re-interpretações pela mão do Artista Anteriormente Conhecido Como o Anti-Cristo e, aparentemente, ainda o principal responsável moral por qualquer adolescente idiota nascido nos states, que com fácil acesso a armas de aniquilação moderadamente massiva, decida terminar de forma prematura com a vida de 3 ou dezassete adolescentes igualmente idiotas, Marilyn Manson!
Surgiu este debate pela escabrosa afirmação de um dos meus interlocutores no momento, que o senhor Brian Warner tem toda a sua carreira e todo o seu sucesso baseados em fazer versões de músicas de outras pessoas, as vulgarmente conhecidas cover songs. Por outras palavras, o talento andaria de costas voltadas com o artista e a única forma por ele encontrada de granjear algum tipo de sucesso e reconhecimento junto dos apreciadores de música e imprensa especializada em geral, foi através da gravação de covers de temas já celebrizados por outras bandas e artistas. Numa opinião, toda a carreira de aproximadamente 14 anos de Marilyn Manson está reduzida a cinco temas por ele regravados.
A minha grande falha surgiu algures por aqui, pois ao enumerar os temas já regravados por Manson, vinquei a minha posição de que 'Personal Jesus' seria um original de Soft Cell, facto que está obviamente incorrecto, uma vez que os autores desse tema são os ingleses Depeche Mode! Não sei de onde surgiu a minha teimosia face a esta questão, mas o facto é que estive perto de colocar as minhas mãos no fogo para defender esta tese! Ainda bem que não o fiz, pois estava redondamente equivocado e seria uma experiência deselegante para além de estúpida.
As minhas desculpas para A., outra das pessoas envolvidas na contenda e com a qual também fiz questão de pôr à prova os meus latentes dotes de teimosia. Mas fico-me por aqui nesse exercício. Não tenho grande vontade de admitir que estava enganado a K., uma pessoa que afirma que enquanto trabalhou como barman em Londres, serviu valentes copos de whisky a Sir Arthur Conan Doyle! Sim, o mesmo Sir Arthur Conan Doyle que morreu em 1930! Para além disso, temos aqui um individuo que coloca no mesmo patamar de grandiosidade os seguintes nomes: Al Pacino, Robert DeNiro e Nick Nolte! Acho que assim equilibramos as contas no que a falhas diz respeito...
De qualquer das formas e, apesar do meu erro, afirmar que todo o sucesso de Marilyn Manson se deve às cinco covers mais conhecidas que gravou, é um pouco redutor. Não que seja grande conhecedor ou defensor do seu trabalho, mas penso que existe um pouco mais de valor do que apenas o registado nessas gravações.
Para mais tarde recordar e ao jeito das grandes transformações, ficam aqui o antes e o depois:


PATTI SMITH - rock and roll nigger
MARILYN MANSON - rock and roll nigger

EURYTHMICS - sweet dreams (are made of this)
MARILYN MANSON - sweet dreams (are made of this)

SCREAMIN JAY HAWKINS - I put a spell on you
MARILYN MANSON - I put a spell on you

SOFT CELL - tainted love
MARILYN MANSON - tainted love

DEPECHE MODE - personal jesus
MARILYN MANSON - personal jesus

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

better late than never

À custa de uma situação relativamente recente, queria apenas partilhar com todos vocês (sim, todos os quatro ou cinco) aquela que deve ser, sem sombra de dúvida, a pior montagem de imagens que alguma vez foi produzida por este vosso amigo...Podia ter ocupado o meu tempo de uma forma mais produtiva...

who came first?

Ele há coisas muito curiosas. Sem grandes mistérios ou conspirações por trás. Apenas curiosidades e factos triviais, mas capazes de adornar um rosto com um sorriso maroto e uma afirmação do género: "Eh pá! Macacos me mordam!". Coisas que, sem importância alguma no desenrolar normal do quotidiano de todos nós, acabam por nos entreter pela sua originalidade... Ou não...
Tudo isto para dizer o quê? Apenas para partilhar estes dados interessantes: ouvi há uns dias dizer que a banda Red Hot Chili Peppers estava a processar quem quer que responda como responsável pela série de televisão protagonizada por David Duchovny (o indivíduo dos X-Files), "Californication", devido à sua óbvia referência ao trabalho da banda, aproveitando dessa forma a alargada dimensão reconhecida por este nome. Ajudou um pouco à causa dos Red Hot Chili Peppers o facto de existir na série uma personagem que dá pelo nome de 'Dani California' (tema incluido no seu disco 'Stadium Arcadium')!
Terão os meninos da música alguma dose de razão para levantar um processo, por detrás disto? Sinceramente não sei, nem me faz sequer perder o sono... Nunca fui grande apreciador dos Chili Peppers, apesar de gostar de algumas das musiquinhas que os meninos já gravaram ao longo dos anos. Mas são uma daquelas bandas que não irei sentir falta, quando um dia decidirem pendurar os instrumentos e viver dos rendimentos...
Lembrei-me disto apenas por ainda ter noção da relativa celeuma que se levantou quando os Red Hot Chili Peppers lançaram o seu single 'Dani California', que muitos se apressaram a acusar de ser um plágio de um tema bem mais antigo, da autoria de Tom Petty, intitulado 'Mary Jane's Last Dance'! Por esses dias, falava-se num processo que aparentemente o próprio Petty iria levantar contra a banda californiana, coisa que nunca viria a acontecer. Falava-se nesses plagiadores, ao fim de tantos anos desprovidos de novas ideias, forçados a roubar ideias previamente concebidas. Falava-se muito.
Não se pretende que estas linhas sejam contra ou a favor dos Red Hot Chili Peppers, Tom Petty ou da série do David Duchovny. É apenas uma curiosidade, uma nota de como são engraçadas as voltas que as coisas podem dar.
Para efeitos de recreação, ficam aqui os dois temas. A versão video sofrível do tema dos Peppers, pois infelizmente não encontrei uma versão decente (que está muito bom, diga-se de passagem), bem como a versão dupla em video do tema de Tom Petty... Divirtam-se...


TOM PETTY & THE HEARTBREAKERS – mary jane’s last dance

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

mensagem subliminar

Assim se pontapeia a língua de Camões enquanto se impinge um ou outro toque polifónico para o telefone do momento... Já se pedia uma greve prolongada para os publicitários que rabiscam estas pérolas...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

cineminha: Looking For Comedy In The Muslim World (2005)


Imaginem a possibilidade, ainda que remota, do governo americano pretender compreender um pouco melhor a cultura dos povos com os quais mantém as maiores diferenças socio-culturais. Imaginem que, para atingir tamanho objectivo, desejam por começar por descobrir o que faz rir os muçulmanos. Continuem nesse exercício e visualizem um comediante desmoralizado e com poucas ofertas de trabalho a quem é pedido que elabore um relatório de 500 páginas sobre o tema e que, para poder efectuar a sua pesquisa, é enviado durante um mês para os confins da Índia e do Paquistão... Acham que isto vai resultar? Esta é a ideia base por trás do filme de Albert Brooks. Penso que se pode dizer assim, o filme de Albert Brooks, uma vez que o argumento foi escrito por Albert Brooks, o filme foi realizado por Albert Brooks e o actor principal dá pelo nome de... Albert Brooks, que por acaso, até se interpreta a si mesmo!
O ritmo desta verdadeira odisseia não é muito elevado, mas está repleto de momentos caricatos e deliciosos como a contratação de uma assistente indiana com dotes de datilografia que mantém uma relação instável com um iraniano ciúmento, a descoberta do gabinete de helpdesk de praticamente todas as empresas existentes no mundo ocidental, a organização do primeiro espectáculo de stand-up comedy num anfiteatro indiano, que apenas possui um microfone, e o facto de um comediante que passa apenas quatro horas em solo paquistanês praticamente lançar as duas nações num conflito nuclear...
No fim de tudo e nestas condições, que espécie de relatório poderá ser entregue aos congressistas do governo norte-americano? É coisa para se deixar levar por breves noventa e tal minutos e acabar por descobrir...

domingo, 11 de novembro de 2007

ainda mais ociosidades

Ao fim das três sessões anteriores, voltei a minha atenção para outros pontos de interesse, uma vez que nem só de películas relativamente medianas vive este escriba e assim sendo, fui investir uns minutos nas rodelas que se seguem...

Jeff Dunham – arguing with myself



Depois de ter postado algures por aqui um pequeno video deste senhor, juntamente com uma das suas personagens (Achmed, the dead terrorist), não resisti a tentar conseguir deitar a mão a um espectáculo completo do cavalheiro que põe bonecos de madeira e esponja a falar que nem pessoas a sério.
Este foi o primeiro que vi e não fiquei desiludido! O senhor Jeff está realmente muito à vontade com esta história do ventriloquismo, fazendo pequenas brincadeiras e jogos de vozes muito bem conseguidas e com uma quase perfeita ausência total de movimentos labiais (isto tem muito que se lhe diga!)! Todas as suas personagens, os seus bonecos ou amiguinhos como ele próprio lhes chama, representam um estereótipo com uma personalidade bem vincada e com os seus tiques e maneirismos muito próprios, que Jeff domina com destreza.
Para além de uma pequena introdução em jeito de stand-up comedy, sem direito a bonecadas, um dos pontos de curiosidade é também a forma como o senhor conta diversas histórias que supostamente lhe têm acontecido ao longo das suas várias viagens entre espectáculos, já que são os próprios bonecos que contam essas aventuras! A qualidade do senhor é muita (em 1998 ganhou o prémio de Melhor Artista Masculino de Stand-Up Comedy lá no país dele, USA), o que acaba quase por nos fazer esquecer que tudo aquilo são bonecos e é ele que os está a fazer falar! Mas seja como for, Walter, Peanut, Big Daddy Dee, José Alapeño (on a steeek!), Bubba J e o senhor Jeff Dunham proporcionaram-me aproximadamente 70 minutos de boa disposição…

Jeff Dunham – spark of insanity



Este foi o espectáculo em que a personagem Achmed, the dead terrorist foi apresentada ao grande público! Mas não foi o único! Também Melvin, o super-herói de nariz avantajado cujo arqui-inimigo é o Pinóqio e as maiores fraquezas são tartes e pornografia, teve o seu debut neste especial!
Para além destes dois, também fizeram as suas breves aparições os companheiros de sempre do ventríloquo-comediante, Walter, Peanut e José Alapeño (on a steeek!), para mais uma dose de piadas, comentários, brincadeiras e jogos de vozes condensadas em 80 minutos de filme. Mais uma vez, com a habitual introdução stand-up comedy, sem bonecos, mas ainda assim com algumas reflexões interessantes acerca da sua própria vida e da sua familia, maioritariamente dominada por mulheres! O pobre coitado é casado, tem três filhas e o único outro macho da casa é um cão que foi cirurgicamente alterado, se é que me entendem…
Um dos próximos projectos em que o senhor Jeff Dunham irá participar é uma espécie de documentário acerca do mundo do ventriloquismo, que está actualmente em pós-produção, para ser editado algures durante 2008! Eu fico à espera…

Lewis Black – Black on Broadway



Para quem é apreciador de Jon Stewart e do seu The Daily Show, que já fez conhecer outro grande, Steve Carell, o nome Lewis Black não será de todo estranho, uma vez que é um dos correspondentes habituais daquele programa já galardoado com um Emmy! Podiam não saber que Lewis Black também faz o seu ocasional espectáculo de stand-up comedy, mas agora que estão a ler isto, já sabem…
Pois bem, este especial é uma excelente amostra do tipo de observações perspicazes e extremamente cáusticas que Black habitualmente debita, tendo como pano de fundo temas tão diversos como impostos, terrorismo ou água! A minha curiosidade obrigou-me a tentar saber se durante uma destas apresentações o nível de stress do senhor subiria tanto como é costume nos seus breves comentários no The Daily Show e a verdade é que chega mesmo a ultrapassar esses níveis, alturas em que ele aproveita para embelezar o texto com alguns exasperados “Fuck!”, “Fuck You!” e, até mesmo, um ou outro “Kiss My Dick!”! Nada que lhe tire o embalo ou desvie do objectivo principal que o levou ali, entreter, comentar e fazer rir aquele público ou qualquer outro que tenho adquirido o DVD… É um sacana engraçado!

sábado, 10 de novembro de 2007

algumas ociosidades diárias

Pois é, pois é... Uma vez que andava já a descurar o meu poiso de recurso frequente, o abrigo de noites frias e tardes de domingo ressaqueiro, tomei a decisão de voltar a tentar domar um pouco mais aquele sofá malvado enquanto aproveitava para visionar algumas aquisições, outros empréstimos e hipotéticas memórias...
Assim, não sirvam as seguintes incoerências como uma espécie de roteiro de breve ociosidade, nem como pseudo observações críticas em jeito das conhecidas reviews que tanto povoam páginas e rubricas televisivas. São apenas algumas considerações acerca de algumas peças que tive oportunidade de disfrutar por estes dias passados... Vamos a isto!

TRANSFORMERS (Michael Bay, 2007)



Nunca gostei da série de animação dos Transformers que passava num qualquer canal de televisão (sinceramente, não me lembro qual), mas desde que soube que a adaptação para cinema estava a ser preparada, a curiosidade manteve-se sempre presente, já que, pensava eu, não deve ser tarefa fácil dar vida a todos aqueles robots gigantes que se transformam em mil e uma coisas. O mestre dessas coisas (e muitas mais outras), Steven Spielberg, aceitou o desafio e resolveu produzir o filme. Atenção! Produzir! Que o realizador é o Michael Bay que já assinou coisinhas como Bad Boys I e II, The Rock, Armageddon ou Pearl Harbor...
Devo admitir que os meninos fizeram um óptimo trabalho no que toca a efeitos especiais e CGI's e todos esses brinquedos que aquela rapaziada tem à disposição! Para além fe toda a dinâmica de acção que conseguiram dar aos robots metidos a transformistas, ainda lhes deram um toque de humor aqui e ali, fazendo com que aqueles amontoados de chapa e parafusos tivessem um pouco mais de pinta... Os vilões também não estão nada mal, não senhor! Quer as máquinas, quer os humanos!
O casalinho da praxe também tem os seus pequenos encantos, especialmente Megan Fox, não no que diz respeito ao seu talento como actriz, pois este talvez não seja o melhor filme para observar esses dotes. No entanto, para coisas de acção está muito bem: correr, saltar, brigar, surgir altamente sexy, ainda que não muito bem lavadinha... Tudo muito bem!
Ah! O puto com o nome estranho, Shia LaBeouf, ao que parece, também está porreiro. Tanto, que em breve vamos ter oportunidade de vê-lo ao lado do velhote Harrison Ford no novíssimo, ainda a estrear, Indiana Jones IV!
Para os sorvedores dos transformistas, aqueles que sabem o nome das máquinas todas e com quem é que se podem fundir e todas essas trivialidades, podem descansar que a sequela já está na calha! Ao que parece, está-se ali a criar um novo franchise, o que quer dizer: vai ser um nunca acabar de filmes de transformistas!

PIRATES OF THE CARIBBEAN: At World's End (Gore Verbinski, 2007)



Olha o filmezinho familiar! Esta é uma daquelas séries de filmes que eu até gosto! Aventura, humor, acção e piratas! Quem é que não gosta de um bom filme de piratas? Lembro-me de vibrar em petiz com as aventuras protagonizadas pelo Errol Flynn que tantas vezes passaram no primeiro canal da televisão do estado... Aquilo é que eram tardes de cinema!
Bom, mas este terceiro capítulo da história de Jack Sparrow e sua companhia deixou-me um bocado apreensivo... Note-se que gostei dos outros dois e que o Joãozinho Profundo, também conhecido na terra dele como Johnny Depp, é um dos meus actores preferidos (desde a 21st Jump Street, alguém se lembra disto?), mas houve ali uns momentos nesta terceira aventura que pensei mesmo: mas porque razão estou a perder o meu tempo a ver isto?
Passo a explicar para quem já viu o filme e quem não viu vai perceber tudo depois: todo aquele tempo perdido no Purgatório do Davy Jones a alucinar e a ter visões e tudo mais, demorou demasiado tempo e teve o equivalente rítmico de acção a um cágado em sprint urbano! Fez-me lembrar o filme The Doors do Oliver Stone e aquela cena do deserto, que sempre achei extremamente longa e maçadora!
Outra coisa que me fez abanar a cabeça em desaprovação, apenas e só por uma questão de gosto pessoal, foram as batalhas navais ali passadas... Porque razão? Sempre detestei batalhas navais no meio de tempestades e chuva e granizo e semelhantes! Dizem que dá mais emoção à coisa! Uma coisa que não consigo perceber é de que forma as tempestades se sincronizam com as batalhas, pois se repararem, antes de tudo começar há um céu bonito e o mar está calmo. De repente, cruzes credo! Levanta-se ali uma borrasca que até tu ficas encharcado e inicia-se a sessão de arrebimbanço de malho! Quando os tipos ficam cansados e inevitavelmente um dos barcos vai ao fundo, a tempestade desaparece... Como é que ela sabe?
A minha curiosidade em relação à prestação do músico que detém o prémio "Pessoa mais velha que a própria água", Keith Richards, foi recompensada com uns excelentes 5 minutos de filme! Espectáculo!

Harry Potter and the Order of the Phoenix (David Yates, 2007)



Tive também oportunidade de ver a última aventura do mágico maravilha Harry Potter, o José Mourinho dos mágicos! Tal como nos outros filmes anteriores, não li o livro correspondente à aventura em questão, da mesma forma que não vou ler o próximo. Já me foi dito que estou a perder imenso, uma vez que a história perde muito do original, quando passada para o grande ecrã. Mas tudo bem, não tenho grandes problemas com isso...
Vi os filmes anteriores em modo maratona, ou seja, todos de seguida, num cinzento domingo em que não tinha nada que fazer e até acordei cedo! Este surge no seguimento. É para acompanhar. Não sou um potteriano e não me senti por isso afectado pela febre que surgiu desde o primeiro lançamento. Para mim são filmes de fantasia e entretenimento e como tal, funcionam muitíssimo bem. Gostei dos outros. Com este último fiquei um pouco... Hmmm... Pareceu-me mais fraquinho que os anteriores, com menos aventura e com muita choraminguice do mágico, sempre com aquele clima do "ninguém me percebe, ninguém me entende, ninguém acredita em mim"! Por ali andava um rapazola em crise... Mas as coisas lá se endireitaram para o garoto! Tanto que até teve direito a uma beijoca à séria, daquelas à filme, mesmo! Essa questão do beijo andou a ser falada por diversas pessoas antes da saída do filme, que era como uma espécie de passagem, o mágico deixou de ser um miúdo e passou a ser um adolescente cheio de acne e com as hormonas todas em brasa (volta The Secret Diary of Adrian Mole Aged 13 3/4), mas acho que a expectativa foi demasiado exagerada. A pobre moça, depois de levar o beijo mágico, praticamente desaparece do filme, deitando por terra aquilo que poderia ser uma história de amor e sexo cheia de magia...

domingo, 4 de novembro de 2007

gente boa: Igudesman & Joo


Sabem aqueles que têm o privilégio (nem mais nem menos) de privar com a minha pessoa, que sou um eterno apaixonado por quase tudo quanto tenha a haver com comédia e/ou humor, especialmente quando essa faceta do entretenimento é aliada a uma grande dose de excelência numa outra vertente qualquer, como o é neste caso, a música! Faço também questão (há quem me chame teimoso), em tentar espalhar ao máximo pelos ouvidos, olhos e mentes de quem me rodeia, quase tudo quanto descubro ou tenho oportunidade de disfrutar nesses campos...
Pois num dos meus deâmbulos pela comunidade cibernética, encontrei há uns tempos largos atrás esta dupla fantástica, Igudesman & Joo, que alia um grande sentido de humor às suas prestações como músicos de formação clássica! No meu ponto de vista, para além de serem grandes executantes, têm um piadão tremendo, bem como o à vontade suficiente de misturarem peças clássicas com temas mais populares e sobejamente conhecidos, como é o caso deste exemplo aqui em baixo, onde Mozart se ouve lado a lado com a música dos filmes de James Bond...

Igudesman & Joo, Mozart meets James Bond

Aleksey Igudesman (violinista) e Richard Hyung-ki Joo (pianista) conhecem-se desde os 12 anos de idade, altura em que ambos frequentavam a Escola Yehudi Menuhin, tendo criado em 2004 um espectáculo intitulado "A Little Nightmare Music", que ainda hoje enche salas e delicia audiências, quer em festivais clássicos conceituados, quer em apresentações de rua, um pouco por todo o mundo!
Enquanto não consigo deitar as mãos a uma versão em DVD de um desses espectáculos ou mesmo à oportunidade de os poder apreciar ao vivo, vou-me contentando com pequenas amostras, tal como o pequeno video ali em baixo, montado em estilo trailer de grande filme, que serve como promoção para este duo dinâmico!
No excelente website oficial da dupla podem encontrar outros excertos muito bons, como as suas interpretações de grandes temas como "Ticket to Ride", "I Will Survive" ou os excelentes pedaços "Rachmaninovs Had Big Hands" ou "Riverdancing Violinist"!

Igudesman & Joo, A Little Nightmare Music

sábado, 3 de novembro de 2007

metal is forever - parte 3


Está na altura de voltar à saga, pois pela mesma altura em que comecei a descobrir as primeiras bandas de laivos mais pesados para aquele universo musical que era o meu, comecei também a olhar para a colecção de vinil do meu pai com outros olhos. Diria mesmo, com olhos de ouvir. Sim, porque o velhote, apesar de não ter uma colecção muito extensa, tinha-a rica em qualidade, com algumas peças que foram importantes para a minha descoberta do rock e, nomeadamente, do rock mais pesado, como foram os casos de Black Sabbath, que me permitiram conhecer esse verdadeiro deus vivo que é Ozzy Osbourne, Nazareth e Jimi Hendrix, que partilhavam o mesmo espaço debaixo daquela velha aparelhagem, com outros heróis como se tornaram para mim os Beatles, Rolling Stones, Status Quo, Queen ou os incríveis Creedence Clearwater Revival!
Estes últimos, bem como os anteriormente referidos Sabbath e Jimi Hendrix, começaram a fazer parte do meu universo sonoro, ainda que, por vezes, apenas tivesse acesso a um único tema daquelas bandas! Foram talvez incontáveis as vezes que brinquei com aquela agulha minúscula do prato, apenas para ouvir novamente "Paranoid" ou a louca "Voodoo Chile", temas que ainda hoje ouço tal como se todos estes anos não tivessem passado pelos meus ouvidos...
Outros nomes correram por aqueles dias, originando uma sensação de espanto e admiração, porque tudo aquilo me parecia, tal como hoje, excelente música: Squeeze, Suzi Quatro, The Crazy World of Arthur Brown, The Sweet, Kiss... Minha Nossa Senhora! Cada rodela negra que colocava no prato trazia mais temas que, sem eu saber, acabariam por ficar comigo para sempre!
Obrigado meu Velho, por tanta boa música!


Black Sabbath - paranoid


Black Sabbath - children of the grave

cineminha: Sweeney Todd


Ora bem, então cá estamos, não é verdade? Houve ali um daqueles momentos de túnel, em que se perdeu um bocado a emissão, mas isso deveu-se a dias seguidos de constante labor naquela actividade que me coloca o pãozinho na mesa e que me faz ansiar por um leito de lençóis moderadamente limpos quando chego a casa, bem como um confortável travesseiro onde possa depositar este saco de berlindes a que chamam cabeça...
Mas agora que aqui estou, tenho que fazer menção a esta película, que deve estrear lá para alturas do Natal, que é sempre uma época agradável para estrear um bom filme familiar do género musical-thriller-suspense-horror ou o que seja que este em questão será classificado! Para mim, basta dizer que se trata de uma obra que volta a juntar a dupla dinâmica dos filmes esquisito-porreiraços: realizador Tim Burton, actor Johnny Depp!
Ah, pois é! Os profícuos e talentosos senhores trabalham de novo juntos, nesta adaptação para cinema da clássica personagem do imaginário inglês Sweeney Todd, que teve já uma recriação de sucesso na Broadway e cuja versão adaptada da peça de Christopher Bond está, por estes dias, em cena na Sala Azul do Teatro Aberto (Teatro Nacional D. Maria II)!
Com a sua acção a decorrer por entre as brilhantes conjugações de cenários, cores, música e orientação de interpretações surgidas da mente de Tim Burton, "Sweeney Tood, The Demon Barber of Fleet Street", traz-nos a história de vingança de Benjamin Barker (aka: Sweeney Todd) contra todos quantos contribuiram para a sua ruína social e familiar! Tornando-se barbeiro e abrindo o seu espaço de negócio por cima de uma loja de tartes de carne (já estão a ver até onde isto nos irá levar, certo?), o nosso barbeiro vai fazendo verdadeiras obras de arte nas pessoas de seus inimigos e um ou outro transeunte incauto, com algumas cantorias pelo meio...
A juntar ao nome de Johnny Depp, a produção trouxe também para participar nesta história os senhores Alan Rickman (Harry Potter, Perfume, Michael Collins ou Die Hard), Sacha Baron Cohen (esse mesmo: Borat, Ali G e em breve, Bruno), bem como a senhora Helena Bonham Carter (Harry Potter, Big Fish ou Planet Of The Apes).
Para já, antes da estreia da coisa, fiquem aí com um pequeno aperitivo:

Sweeney Todd, The Demon Barber From Fleet Street