Assim, não sirvam as seguintes incoerências como uma espécie de roteiro de breve ociosidade, nem como pseudo observações críticas em jeito das conhecidas reviews que tanto povoam páginas e rubricas televisivas. São apenas algumas considerações acerca de algumas peças que tive oportunidade de disfrutar por estes dias passados... Vamos a isto!
TRANSFORMERS (Michael Bay, 2007)

Nunca gostei da série de animação dos Transformers que passava num qualquer canal de televisão (sinceramente, não me lembro qual), mas desde que soube que a adaptação para cinema estava a ser preparada, a curiosidade manteve-se sempre presente, já que, pensava eu, não deve ser tarefa fácil dar vida a todos aqueles robots gigantes que se transformam em mil e uma coisas. O mestre dessas coisas (e muitas mais outras), Steven Spielberg, aceitou o desafio e resolveu produzir o filme. Atenção! Produzir! Que o realizador é o Michael Bay que já assinou coisinhas como Bad Boys I e II, The Rock, Armageddon ou Pearl Harbor...
Devo admitir que os meninos fizeram um óptimo trabalho no que toca a efeitos especiais e CGI's e todos esses brinquedos que aquela rapaziada tem à disposição! Para além fe toda a dinâmica de acção que conseguiram dar aos robots metidos a transformistas, ainda lhes deram um toque de humor aqui e ali, fazendo com que aqueles amontoados de chapa e parafusos tivessem um pouco mais de pinta... Os vilões também não estão nada mal, não senhor! Quer as máquinas, quer os humanos!
O casalinho da praxe também tem os seus pequenos encantos, especialmente Megan Fox, não no que diz respeito ao seu talento como actriz, pois este talvez não seja o melhor filme para observar esses dotes. No entanto, para coisas de acção está muito bem: correr, saltar, brigar, surgir altamente sexy, ainda que não muito bem lavadinha... Tudo muito bem!
Ah! O puto com o nome estranho, Shia LaBeouf, ao que parece, também está porreiro. Tanto, que em breve vamos ter oportunidade de vê-lo ao lado do velhote Harrison Ford no novíssimo, ainda a estrear, Indiana Jones IV!
Para os sorvedores dos transformistas, aqueles que sabem o nome das máquinas todas e com quem é que se podem fundir e todas essas trivialidades, podem descansar que a sequela já está na calha! Ao que parece, está-se ali a criar um novo franchise, o que quer dizer: vai ser um nunca acabar de filmes de transformistas!
PIRATES OF THE CARIBBEAN: At World's End (Gore Verbinski, 2007)

Olha o filmezinho familiar! Esta é uma daquelas séries de filmes que eu até gosto! Aventura, humor, acção e piratas! Quem é que não gosta de um bom filme de piratas? Lembro-me de vibrar em petiz com as aventuras protagonizadas pelo Errol Flynn que tantas vezes passaram no primeiro canal da televisão do estado... Aquilo é que eram tardes de cinema!
Bom, mas este terceiro capítulo da história de Jack Sparrow e sua companhia deixou-me um bocado apreensivo... Note-se que gostei dos outros dois e que o Joãozinho Profundo, também conhecido na terra dele como Johnny Depp, é um dos meus actores preferidos (desde a 21st Jump Street, alguém se lembra disto?), mas houve ali uns momentos nesta terceira aventura que pensei mesmo: mas porque razão estou a perder o meu tempo a ver isto?
Passo a explicar para quem já viu o filme e quem não viu vai perceber tudo depois: todo aquele tempo perdido no Purgatório do Davy Jones a alucinar e a ter visões e tudo mais, demorou demasiado tempo e teve o equivalente rítmico de acção a um cágado em sprint urbano! Fez-me lembrar o filme The Doors do Oliver Stone e aquela cena do deserto, que sempre achei extremamente longa e maçadora!
Outra coisa que me fez abanar a cabeça em desaprovação, apenas e só por uma questão de gosto pessoal, foram as batalhas navais ali passadas... Porque razão? Sempre detestei batalhas navais no meio de tempestades e chuva e granizo e semelhantes! Dizem que dá mais emoção à coisa! Uma coisa que não consigo perceber é de que forma as tempestades se sincronizam com as batalhas, pois se repararem, antes de tudo começar há um céu bonito e o mar está calmo. De repente, cruzes credo! Levanta-se ali uma borrasca que até tu ficas encharcado e inicia-se a sessão de arrebimbanço de malho! Quando os tipos ficam cansados e inevitavelmente um dos barcos vai ao fundo, a tempestade desaparece... Como é que ela sabe?
A minha curiosidade em relação à prestação do músico que detém o prémio "Pessoa mais velha que a própria água", Keith Richards, foi recompensada com uns excelentes 5 minutos de filme! Espectáculo!
Harry Potter and the Order of the Phoenix (David Yates, 2007)

Tive também oportunidade de ver a última aventura do mágico maravilha Harry Potter, o José Mourinho dos mágicos! Tal como nos outros filmes anteriores, não li o livro correspondente à aventura em questão, da mesma forma que não vou ler o próximo. Já me foi dito que estou a perder imenso, uma vez que a história perde muito do original, quando passada para o grande ecrã. Mas tudo bem, não tenho grandes problemas com isso...
Vi os filmes anteriores em modo maratona, ou seja, todos de seguida, num cinzento domingo em que não tinha nada que fazer e até acordei cedo! Este surge no seguimento. É para acompanhar. Não sou um potteriano e não me senti por isso afectado pela febre que surgiu desde o primeiro lançamento. Para mim são filmes de fantasia e entretenimento e como tal, funcionam muitíssimo bem. Gostei dos outros. Com este último fiquei um pouco... Hmmm... Pareceu-me mais fraquinho que os anteriores, com menos aventura e com muita choraminguice do mágico, sempre com aquele clima do "ninguém me percebe, ninguém me entende, ninguém acredita em mim"! Por ali andava um rapazola em crise... Mas as coisas lá se endireitaram para o garoto! Tanto que até teve direito a uma beijoca à séria, daquelas à filme, mesmo! Essa questão do beijo andou a ser falada por diversas pessoas antes da saída do filme, que era como uma espécie de passagem, o mágico deixou de ser um miúdo e passou a ser um adolescente cheio de acne e com as hormonas todas em brasa (volta The Secret Diary of Adrian Mole Aged 13 3/4), mas acho que a expectativa foi demasiado exagerada. A pobre moça, depois de levar o beijo mágico, praticamente desaparece do filme, deitando por terra aquilo que poderia ser uma história de amor e sexo cheia de magia...
1 comentário:
mais uma crónica cinematográfica, desta vez um review ao invés de um preview...
Em relação aos filmes mencionados ainda só visionei os 2 primeiros, a saga do rapazinho mágico com cicatriz em forma de relâmpago e com um espectro cujo nome não pode ser pronunciado como arqueinimigo não visionei...
em relação ao primeiro filme, os robots vindos de cibetron (sim, desde cedo quis demonstrar que sou um fã da série), devo dizer que fiquei muito desapontado por uma série de factores (não inclui o elenco humano). Foi com grande espanto que quando olhei para o elenco robótico me deparei apenas com carros recente, até aí tudo bem, mas o pior foi mesmo não terem seguido os automóveis originais, o jazz era um porsche 911 turbo, o bumblebee um VW carocha, etc etc etc, são carros que poderiam com algum esforço serem utilizados, por exemplo, o VW têm um remake do carocha,porque não usar esse carro, o porsche tem o boxster, porque não usar esse??? Ainda pensei que fosse por direitos de imagem, mas logo no início quando o puto compra o camaro (bumblebee) o pai passa por um stand automóvel e pergunta-lhe se deseja adquirir um porsche... parece-me mal essa parte do filme
a 2ª parte do filme que tanto asco me causa, prende-se com o seu realizador... sim, o michael bay, coisas como pearl harbour ou armaggedon deviam ser banidas e nunca mais visionadas... o mesmo acontece com transformers, em que, como não podia deixar de ser, a história de amor completa uma história que tudo tinha para ser boa... só lá falta mesmo o ben affleck... citando a música do team america: "I miss you more than Michael Bay missed the mark, When he made Pearl Harbor. / I miss you more than that movie missed the point, And that's an awful lot, girl. / And now, now you've gone away, And all I'm trying to say, is: Pearl Harbor sucked and I miss you. / I need you like Ben Affleck needs acting school, He was terrible in that film. / I need you like Cuba Gooding needed a bigger part, He's way better than Ben Affleck. / And now, all I can think about is your smile, and that shitty movie, too! Pearl Harbor sucked and I miss you. / Why does Michael Bay get to keep on making movies? / I guess Pearl Harbor sucked, just a little bit more than I miss you."
tenho dito
em relação ao Pirata das caraibas... concordo com tudo o que foi mencionado... sem dúvida o mais fraco da triologia, e aquele purgatório não era só dele, mas sim de toda uma plateia que estava sentada em frente ao ecrã...
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