domingo, 28 de outubro de 2007

pelo prazer de ser malandro

Hoje deu-se um passo evolutivo nas horas nocturnas do espaço pseudo-tertuliano onde habitualmente se queimam algumas horas semanais entre cafeínas, nicotinas e alcoolémias! Por entre as páginas gastas de Bolas, Mirantes e suplementos de Correios matinais, surgiu uma primeira edição de "Os 120 dias de Sodoma", da autoria do célebre libertino e filósofo, Marquês de Sade! Houve direito a declamação pública, bem como a leitura partilhada! E para celebrar tamanha ocasião, forneço a minha contribuição em forma de excerto retirado da minha própria cópia de "La Philosophie Dans Le Boudoir" (título em português: A Filosofia na Alcova), pelo Mestre De Sade:
"A vós, voluptuosos de todas as idades e sexos, só a vós ofereço esta obra; alimentai-vos dos seus princípios que favorecem as vossas paixões, e essas paixões, de que os frios e parvos moralistas pretendem afastar-vos, mais não são do que os meios de que a natureza se serve para fazer compreender ao homem as intenções que tem a seu respeito; nada escuteis senão essas deliciosas paixões; só o seu orgão vos pode conduzir à felicidade."

Para quem tem maior curiosidade em conhecer um pouco mais da história deste autor, aconselho vivamente a procurar um singelo filme, de seu nome "Quills", que para além de retratar a vida mais ou menos marginal do marquês, é abrilhantado pelas excelentes interpretações de Geoffrey Rush, Kate Winslet, Joaquin Phoenix e Michael Caine! A película foi lançada em 2000, pelo que a solução mais óbvia será a vertente DVD.
Existem outras versões cinematográficas inspiradas ou adaptadas de obras do Marquês de Sade, mas a essas ainda não consegui ter acesso, infelizmente, pelo que o máximo que posso oferecer é esta amostra aqui em baixo...

Quills, 2000

facto: tenho um problema


Uma vez que não estou sujeito a outros vícios malignos, que me possam toldar o saudável bem-estar diário, confesso aqui a minha maior adição momentânea actual, à qual não consigo escapar facilmente. Tenho um problema. Porque não consigo parar de jogar este joguinho miserável que me destrói o sistema nervoso central? É que nem sequer percebo grande coisa do assunto, apesar das estatísticas tentarem provar o contrário, até me considero um verdadeiro nabo no que diz respeito a esta ciência do managing. Tenho um problema e preciso de ajuda... Alguém me orienta o 2008?

sábado, 27 de outubro de 2007

todos diferentes todos iguais

Tive por estes dias uma conversa em que confessei a minha admiração por dois nomes da música, de tal forma pertinentes no meu imaginário, que cada vez que me aparece um, me recordo imediatamente do outro. Sempre tive a sensação que os senhores eram bastante parecidos fisionómicamente, mas aparentemente, segundo me chamaram a atenção, nem por isso... No entanto, na minha mente continuam a sê-lo, pois já não consigo dissociá-los. Esse joguinho que os meus neurónios (vulgarmente conhecidos como Tico e Teco) costumam fazer, nasceu para ficar e agora já é tarde para mudar seja o que for...
Os senhores em questão são, nada mais nada menos, o lendário Joe Strummer, nos seus tempos idos, vocalista dos míticos The Clash e o cavalheiro que dá pelo nome de Bruce Springsteen! O primeiro, malogradamente já falecido (deixou-nos em 2002), depois da carreira conseguida com The Clash, afirmou-se como um nome a destacar por mérito próprio, ao que juntou as suas criações e participações em bandas como The Mescaleros, The Pogues ou The Latino Rockabilly War.


Joe Strummer (1952 - 2002)

Já o senhor Springsteen, carrega nos ombros uma carreira que ultrapassou os 30 anos de longevidade, cujo último registo editado durante o ano presente e que juntou o cavalheiro à sua banda de (quase) sempre, The E Street Band, leva na capa o nome "Magic" e tem um primeiro single bem catita como podem descobrir aqui.


Bruce Springsteen (The Boss)

Eu continuo a pensar que os tipos são parecidos um com o outro, ou melhor, dão parecenças, como se costuma dizer, mas deixo a opinião final à consideração de cada um...

(nota: The E Street Band conta com outra cara bem conhecida pela seu papel como líder da banda do programa de televisão da NBC, Late Night With Conan O'Brien, esse grande baterista que é Max Weinberg! Olha aqui o clip da praxe!)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

cineminha: mais super-heróis a caminho!


É que nem de propósito daria para fazer melhor! Ainda no passado sábado comentava em amena cavaqueira com um estimado amigo, também apreciador da sétima arte, alguns dos filmes de super-heróis que havíamos visto, recentes e passados, bem como de toda a miríade de mutantes e tipos com poderes especiais que ainda não tinham alcançado o direito de ver as suas histórias transpostas para o grande ecrã, quando após alguma pesquisa pela informação do género, venho a saber que exactamente alguns daqueles que lamentávamos ainda não ter tido a oportunidade de conhecer na sua versão cinematográfica, mais não fosse pela curiosidade das adaptações, estão já na calha para um futuro projecto em filme...
Foi desta forma que agradávelmente descobri que o poderoso deus nórdico Thor está encaminhado para se estrear numa longa metragem, lá para o ano 2009, o que, dada a distância da data, faz com que seja ainda cedo para descobrir os membros do elenco que lhe irão dar vida. Sabe-se apenas, por enquanto, que o realizador escolhido dá pelo nome de Matthew Vaughn, que foi responsável pela realização do recente "Stardust" e já produziu coisas como "Snatch" e "Lock, Stock and Two Smoking Barrels".
Outro herói da Marvel que vem a caminho e que, à semelhança do anterior, só deverá ver a luz do dia em 2009, é o patriota Capitão América, que desta forma tentará dar um ar da sua graça muito melhor do que conseguiu nas suas anteriores adaptações nos idos passados de 1944, 1979 ou 1990! Chegaram a ouvir falar dessas versões? Pois... Eram assim tão boas...
A curiosidade é muita, para mim, que em imberbe petiz cheguei a passar muito do meu tempo a folhear os quadradinhos da Marvel e a imaginar aquelas personagens todas a ganhar vida. Havia mesmo momentos em que, os jogos da bola de rua eram interrompidos, uma vez que uma qualquer discussão havia surgido entretanto acerca de qual seria o super-herói mais poderoso!
Uma dessas dúvidas pode já ser tirada, quando chegarmos a Maio do próximo ano, data em que estreará nas salas de cinema a história de Iron Man, realizado por Jon Favreau e interpretado nesta adaptação por Robert Downey Jr., que será acompanhado por um verdadeiro elenco de luxo, a saber: Terrence Howard (nomeado para um Óscar em Hustle & Flow), Gwyneth Paltrow, Jeff Bridges e Samuel L. Jackson! Se quiserem dar uma espreitadela, fica aí o trailerzeco da coisa:


IRON MAN, Maio 2008

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

cineminha: John Rambo (Rambo IV)


Quem não gosta de um bom cineminha? Pois eu sou um daqueles que gosta. Muitas horinhas de películas já passaram diante dos meus lindos olhos castanhos, umas boas, outras más, outras de tão péssimas que eram acabaram por ser consideradas excelentes. É verdade. Pois aqui no meu próprio 'cineminha' algumas vão surgir, apenas para não ficarem esquecidas, outras, que ainda hão-de aparecer por aí em cartaz, serão referenciadas porque me parecem bem. E também porque por vezes é necessário ocupar algum tempo livre com algo que não seja a ancestral prática solitária do onanismo...
Ao que parece, o amigo Silvester Stallone vai regressar uns bons anos no tempo e presentear-nos com mais um episódio da saga Rambo, o quarto título a sair do saco daquele que é um dos franchises (agora estão na moda os franchises cinematográficos) mais bem sucedidos entre o pessoal que gosta do género da porrada à moda antiga, com tiros e explosões e indíviduos da guerra no mato e coisas semelhantes.
Para quem não acreditava que fosse possível, mesmo depois do seu regresso anterior na forma de Rocky Balboa, eis que o homem regressa à pele do personagem que cicatrizou as próprias feridas com pólvora numa caverna e matou tudo o que lhe apareceu à frente nos filmes anteriores. É certo que está muito mais velho e aparentemente mais pesado (aqui nem os efeitos especiais salvam o bom Silvestre), mas de acordo com as imagens dos trailers já conhecidos, o senhor continua a zangar-se com muita facilidade e nesta última entrega está mais violento do que nunca! Tanto que alguns críticos de cinema temem que muitas das cenas mais violentas deste novo Rambo acabem por ser censuradas na montagem final. Mas tal como disse um dia o Ray Charles, a ver vamos...
Certo, certo, é que a data de estreia diz qualquer coisa como 25 de Janeiro de 2008 e para aqueles saudosistas dos bons filmes de tiros e porrada, apreciadores de clássicos com Missing In Action (Chuck Norris, 1984) ou Commando (Arnold Schwarzenegger, 1985), esse será um dia para assinalar no calendário. O Rambo está de volta!


John Rambo (Rambo IV) 2008

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

assobia rouxinol, assobia!

Lembro-me de um tempo em que se ouvia mais rádio do que hoje em dia. De dias aureos em que o inferno das playlists não se tinha ainda instalado e os programas de autor corriam por quase todas as estações. Bastava rodar o botão. Tenho saudades desses tempos. No fundo, no fundo, aquilo que as playlists fazem por mim hoje em dia é equivalente ao colocar a mão numa batedeira eléctrica e bater um pulso em castelo. Sem tirar nem pôr. Porque se perdeste a oportunidade de ouvir aquele tema de uma banda que até gostas, não há nada a temer. Basta aguardar uns míseros minutos para que a magia dessa 'instituição' que é a playlist funcione e pronto. Lá está. Novamente. Aí está ele a passar novamente. Umas 376 vezes por dia! Apontando para um número baixo, está claro...
É por essas e por outras que ando a congeminar um plano maquiavélico (escolhi esta palavra porque dá a sensação de ser uma coisa em grande), para convencer alguém a cometer um atentado suicida contra o David Fonseca e os Peter Bjorn & John! Infelizmente, não posso ser eu a cometer esse acto, pois tenho coisas para fazer, um horário para cumprir e, de certa forma, um atentado suicida era capaz de atrapalhar um bocado a minha agenda diária...
Porquê David Fonseca e Peter Bjorn & John? Porque simplesmente já não consigo suportar aqueles assobios! Para quem tem a sorte de viver no lado oculto da lua e ainda não sabe que assobios são esses, peguem lá, se faz favor:


David Fonseca - superstars


Peter Bjorn & John - young folks

Eles até nem têm culpa, os pobres... Estou até bastante ciente que caso esse meu plano estivesse destinado ao sucesso, o tsunami de assobios dos rapazes pelas rádios e televisões seria por demais avassalador, o que acabaria por se tornar exactamente o oposto do pretendido. Eu sei disso... Mas a sério que já estou farto...
Atenção que eu até aprecio as musiquinhas do David... Os outros são um bocado parados. Até posso estar enganado, mas o sistema de playlists instituído actualmente na rádio não me dá a conhecer outro tema que não este e eu não vou comprar um disco com base numa música que não gosto. Isto faz algum sentido, parece-me...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

homens de boa vontade

No passado fim-de-semana perguntaram-me se concordava com os laureados com o Prémio Nobel da Paz deste ano! Esta frase de abertura, por si só, diz muito do tipo de debates em que me envolvo durante o fim-de-semana, período de tempo habitualmente reservado para entorpecer a massa cinzenta com doses elevadas de alcóol e alguns quilos de nicotina, daquela que prejudica gravemente a saúde dos que me rodeiam e que me pode trazer graves problemas na minha próxima gravidez...
Respondi imediatamente que não! Assim, taxativamente! Mai nada!
A razão prende-se principalmente com o facto de achar que aquela academia, a dos nórdicos, que decide quem merece ou não, não está longe de funcionar como tantas outras academias semelhantes que atribuem louvores, prémios e outros souvenirs diversos. É tudo político, é tudo jogo de interesses... A cerimónia até é bonitinha e as pessoas até aparecem bem vestidas, apesar dos tons monocromáticos da fotografia final, mas de que forma é que a influência do galardão em si se manifesta, após serem conhecidos os granjeados? Principalmente no que diz respeito ao Nobel da Paz? Bom, para sermos sinceros, na maioria dos casos, é bastante nula a importância da coisa, não é verdade?
No caso presente, não tenho nada a apontar ao Painel Intergovernamental da Alteração Climática das Nações Unidas (para os mais distraídos: também ganharam o Nobel da Paz juntamente com o outro americano!), até porque pouco ou nada conheço deles ou das suas iniciativas ou estudos, um pouco à imagem das restantes iniciativas ou estudos das Nações Unidas, que tendem para a ineficácia e para a figura de corpo presente. Quanto ao indivíduo americano, um tal de Al Gore, encaro este prémio apenas como mais um passo na sua carreira rumo à presidência americana. Porque, estimados, acreditem que é isso que vai suceder mais ano, menos ano...
Ainda não vi "An Incovenient Truth", que o senhor ajudou a lançar e a promover e que até ganhou um Óscar, atribuido por outra academia que é tudo menos isenta, apesar de achar que é meritório o facto de ter conseguido colocar o mundo a falar sobre o aquecimento global. Mas não acredito que ele esteja realmente preocupado com esse tipo de problemáticas. A sua digressão mundial de palestras não me ajudou a acreditar (cobrando elevados cachets e falando para plateias restritas construídas na base do convite, como foi o caso do nosso país, nem o seu envolvimento com o evento Live Earth me ajudou a acreditar. Nem este Nobel o vai ajudar a entrar no meu circulo de aceitação. Digo apenas que a campanha do senhor está a correr de vento em popa...


"Ó Desmond, já não se faz um Nobel da Paz como antigamente, ahn?"

A academia nórdica construiu por mérito próprio uma reputação duvidosa à sua volta que, não raras vezes, nos deixou abismados graças às suas escolhas e, com maior frequência, às suas não-escolhas, como será o eterno caso de Mahatma Gandhi que nunca foi galardoado com o Nobel da Paz (apesar de ter sido nomeado cinco vezes!), enquanto que a outros indivíduos muito menos dados a essas coisas da paz como Henry Kissinger (para os mais distraídos: este foi o senhor que autorizou os indonésios a invadirem Timor Leste), Menachem Begin, Cordell Hull, Yasser Arafat ou Yitzhak Rabin lhes foi dada a honra de figurarem nos anais da história como vencedores.
Exemplo idêntico na literatura, em que "monstros" publicados como Leo Tolstoy, James Joyce, Mark Tawin, Marcel Proust, Franz Kafka, Anton Chekhov ou Virginia Woolf nunca viram as suas obras ou o seu trabalho reconhecido com o Nobel literário, como aconteceu com o nosso 'espanhol' preferido, José Saramago.
Mas terá alguma influência no futuro este Nobel da Paz que o americano e o Painel Intergovernamental da Alteração Climática das Nações Unidas ganharam este ano? O melhor será perguntar a alguns vencedores do passado como Dalai Lama, que apesar do Nobel em 1988 continua a viver exilado e cuja nação (Tibete) continua esquecida pelo resto do mundo, como Shirin Ebadi (2003), defensora dos direitos humanos, especialmente das mulheres e crianças ou a Aung San Suu Kyi (1991), activista pró-democracia birmanesa (para os mais distraídos: aquilo agora chama-se Myanmar!), que continua em prisão domiciliária enquanto o seu país é governado por uma junta militar que tem assassinado monges budistas e fotógrafos desarmados... Na maioria dos casos, com ou sem Nobel, o carrocel continua e as alterações são invisíveis a olho nú...

Achmed: the dead terrorist

Encontrei esta preciosidade numa outra experiência bloguista (O Blog do Gato Preto) não resisti a colocar aqui o video da coisa... Verdade seja dita que o plágio havia já sido feito, mas não me importo. Acho que quanto mais se espalhar, melhor...
O senhor chama-se Jeff Dunham e é de um talento vocal tremendo, bem como possuídor de uma excelente capacidade humorística, como poderão confirmar se procurarem por outros videos ou excertos de alguns dos seus espectáculos, mais não seja, para conhecerem o restante das suas personagens (ainda são algumas!).
Aquela bonecada parece ganhar vida nas mãos e voz do senhor Jeff e fui tentado a compará-lo com o ventríloquo mais conhecido da nossa praça, um tal de José Freixo com o seu pato amarelo de qualidade dúbia, mas por incrível que pareça, não consegui encontrar uma única imagem que fosse destas duas personagens... Se calhar, foi pelo melhor. (mas se alguém possuir uma, envie, se faz favor).
De qualquer das formas, apreciem bem este pequeno diálogo entre Jeff Dunham e Achmed, o terrorista morto...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

os meus centímetros de fama

Há dias assim... Existem momentos na vida de uma pessoa em que descobrimos que estamos 'lá'! Penso que ninguém sabe ao certo onde fica esse 'lá', mas sabemos quando lá chegamos... Ao contrário dos 15 minutos de fama proféticamente citados por um dos indíviduos com o cabelo mais estranho que já vi (este tipo aqui), talvez apenas batido às raízes por este jeitoso, descobri que tenho direito a alguns centímetros de estrelato, num dorsal de uma t-shirt de um incauto francês, que por obra e graça do puro acaso, até me parece ser familiar...

Não resisto a partilhar as provas deste meu sucesso por terras gaulesas, onde sou no momento o artigo português mais conhecido e comentado, excepção feita aos Lobos e à ausência de golos do Pauleta...














Aqui com mais pormenor...





A frase lê qualquer coisa como (peço desculpa, mas o meu francês está bastante enferrujado): "Mais vale ser bêbado do que otário! Dura muito menos tempo!!!"

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

the King has left the building...

A propósito de efemérides, lembrei-me de ter ouvido falar-se na passada semana, num talk-show radiofónico, acerca de Elvis Presley, uma vez que se lembraram, no passado mês de Agosto, trinta anos decorridos desde a morte do Rei...
Não que sirva de comemoração, celebração ou coisa que o valha, mas lembrei-me também de aconselhar um filme, quase de culto para muitos, verdadeira sátira misturada com aquele ambiente próprio dos filmes B americanos, em que o reformado Elvis, esquecido num lar de terceira idade, faz parceria com um estranho John Fitzgerald Kennedy (sim, o JFK presidente! Só que ao que parece, alvo de uma lavagem cerebral e de alguns enxertos de pigmentação), interpretado por Ossie Davies (este)! Juntos embarcam numa luta contra uma múmia (sim, uma múmia!), que atormenta o lar de idosos onde ambos passam os últimos dias das suas vidas... Suficientemente bizarro para vocês?
Para os apreciadores, refira-se que o papel do reformado Elvis Presley é brilhantemente interpretado por Bruce Campbell, famoso pelas suas actuações nos filmes de culto THE EVIL DEAD e todas as suas sequelas!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

comandante dos ícones

Lembram-se neste dia os quarenta anos passados sobre a morte do Comandante guerrilheiro Che Guevara, assassinado na Bolívia em 1967, apenas um dia depois de ter sido capturado pelas forças comandadas pelo Coronel Zenteno Anaya...
Acabou por se tornar um ícone, verdadeiro símbolo de todas as revoluções e de todas as lutas dos oprimidos, apesar de ter tido grande papel no estabelecimento de um regime que ainda hoje continua a oprimir, uma vez que foi na Revolução Cubana que Guevara se transformou de médico de campanha em guerrilheiro militante e, posteriormente, seu ministro e embaixador.
Morreu em acção daquilo que o tornou universalmente conhecido, a luta revolucionária na Bolívia, tentando criar ali a base para a total unificação dos países da América Latina, depois de uma tentativa frustrada de combater o colonialismo em África.
A imagem mundialmente famosa de Che Guevara, uma pintura do irlandês Jim Fitzpatrick a partir da foto tirada por Alberto Diaz Gutiérrez, tornou-se praticamente numa marca registada, sendo a segunda imagem mais conhecida no planeta, perdendo apenas a posição para Jesus Cristo.
Passam hoje quarenta anos que assassinaram El Comandante...


CHE GUEVARA (1928 - 1967)

how far they've gone

Bom tema... Excelente video...


MATCHBOX TWENTY - how far we've come

dia santo

Começa a tornar-se uma rotina... Que domingo é dia santo já ninguém nega, tanto mais que o Criador assim o determinou e meteu ali a sua merecida folga. Pelo menos é o que dizem os teólogos. Não sou grande grande coisa em teologia. Acho que qualquer opinião minimanente aproximada à teologia que conseguisse versar rapidamente iria parecer um grunho no momento em que um Rui Santos ou um Nuno Rogeiro abrissem a boca. Eles não são teólogos, mas percebem de tudo. Eles são os orçamentistas da comunicação social, semelhantes àqueles que param em todos os acidentes da Nacional 118 para dar palpites. É preciso é ter alguma coisa para dizer...

A rotina está criada, dizia... Domingo é dia de treino como domador de sofás e para acompanhar a tarefa, corre-se um filmezinho no aparelho e espera-se que não seja necessário ir demasiadas vezes à retrete, para não perder o embalo da coisa... As escolhas por vezes nem são muito bem calculadas, acabam por acontecer e pronto. Tal como foi este caso. Ele já estava prometido. Há tanto tempo ali em cima da mesa, a chamar a atenção de cada vez que por alí passava alguém, a tentar sair de caixa, por assim dizer... Mas ainda não era tempo. Há filmes que são assim. É necessário esperar um pouco mais, aguardar pela temperatura ideal, a companhia ideal ou pelo aborrecimento de morte.

Nenhuma das anteriores. Mas foi dia de "BIG FISH" (Tim Burton, 2003). Apenas e só porque sim e porque, afinal de contas, ele já estava ali em cima da mesa, angustiado pela espera imensa e pronto para partilhar um domingo qualquer... Devo dizer desde já que não tenho conhecimentos cinéfilos ao nível de tantos dos que vejo por aí a comentar obras de Oliveira, Almodóvar, Kurosawa ou Sá Leão. Gosto ou não gosto, aconselho ou não aconselho. Não me aventuro em derivações de como foi tamanha a influência em toda a arte cinematográfica aquela cena do "Splendor In The Grass" do Kazan ou como a industrialização do Homem é retratada no "Metropolis" do Lang. Gosto, não gosto. Aconselho, não aconselho. Mais nada... Não sou metido a rebelismos de sousa...

Vi o "BIG FISH" do Tim Burton e posso desde já dizer que chorei que nem uma menina de quatro anos! Sim, porque uma vez que se diz por aí que as mulheres gostam tanto de homens com um lado sensível, estou aqui a confessar o meu... Verti as minhas lágrimazinhas no final daquilo, é verdade...

Entre as diversas obras assinadas pelo Tim Burton, esta não me ficou entre as favoritas, uma vez que o indivíduo é responsável por coisas como "SLEEPY HOLLOW" (1999), "ED WOOD" (1994) e "BEETLEJUICE" (1988), pedaços de cinema mais ao encontro do meu paladar. Mas ainda assim foi uma tarde de domingo bem passada, apesar do final me ter encharcado os olhos. Mas em minha defesa, tinha uma janela aberta e estava uma corrente de ar que deve ter levantado alguma poeira que me turvou a visão... Coisas minhas...

Um singelo pedido... Não me aconselhem filmes como se eles fossem melhores do que uma sessão de sexo com duas gêmeas suecas que trabalhem no circo como engolidoras de espadas ou contorcionistas profissionais... Este foi por um triz, mas ainda não me refiz muito bem do "MASTER & COMMANDER" (Peter Weir, 2003).

domingo, 7 de outubro de 2007

metal is forever - parte 2

Ganhei embalo... Agora não há como parar o revivalismo e vasculhar os arquivos disponíveis para recordar aqueles anos...
Poucas eram as oportunidades que tínhamos na altura para ver um vídeo-clip ou um concerto de uma banda de heavy metal, fosse na televisão ou através de uma qualquer cassete de VHS que assim que caía nas nossas mãos era copiada vezes sem conta, para que todos tivessem acesso a ela! Muitas das vezes, quando essas cópias nos chegavam às mãos, estavam de tal forma degradadas que a cor já tinha desaparecido ou o som estava quase imperceptível! Mas ainda assim, nós devorávamos aquilo do princípio ao fim, como se não houvesse amanhã!
Os ZODIAC MINDWARP foram a primeira banda da qual consegui ver um video-clip, num dos 2 canais de televisão que existiam na altura! Foi exactamente este que aqui deixo agora! Com todos aqueles efeitos especiais e todas aquelas poses duvidosas, apesar da quantidade de gajas que por ali andavam a balançar os seus dotes dos anos oitenta!


ZODIAC MINDWARP – prime over

metal is forever!!

Há poucos minutos atrás tive a oportunidade de voltar a ver um dos programas ou documentários, se preferirem, produzidos pelo canal VH1, dedicado exclusivamente à música conhecida como heavy metal e onde se destaca um pouco da sua evolução e das suas bandas e momentos principais...
Apesar de já o ter visto anteriormente, não sou capaz de me afastar do ecrã, uma vez que aquelas são as bandas que me rodearam e fizeram o meu imaginário desde que comecei a ouvir música como melómano e não apenas como ouvinte. Algumas daquelas imagens e daqueles sons levaram-me alguns anos atrás no tempo a quantas recordações e notas que viviam no meu quarto, na minha aparelhagem e principalmente, na minha cabeça
Por essa razão, resolvi recordar aqui alguns desses nomes, dessas notas e dessas imagens, a começar pela primeira banda de heavy metal que alguma vez houvi na vida, curiosamente, através de um indíviduo que era super fan de house e acid music! Um grande bem haja para esse cavalheiro e para a sua atitude!
Esse jovem tinha uma cassete gravada com quatro ou cinco temas de uma banda alemã chamada RUNNING WILD, pelo som da qual fiquei imediatamente vidrado! Por ser algo que musicalmente era completamente novo para mim, mas refrescante, face escassez de música que conhecia naqueles tempos idos, como também pelo imaginário principal da banda, cujos temas falavam muito acerca de piratas e coisas semelhantes, coisa que para um miúdo como eu, era muito altamente!!


RUNNING WILD - The Port Royal

sábado, 6 de outubro de 2007

sofrimento

Aquela é a melhor palavra para descrever o dia de hoje... Creio que já perdi a conta ao número de vezes que hoje já tive oportunidade de observar bem de perto o interior das minhas entranhas... Quem me manda ter um fígado frágil...?

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

como nós vemos as coisas

É sabido por todos que no mundo da comunicação existe tanta competição como num semelhante universo, desportivo ou empresarial. Existem metas a cumprir, índices a atingir e os meios estão à disposição de quem melhor os souber utilizar.
Desde sempre que, tendo oportunidade, tento seguir os meios de informação que me disponibilizam todas as estações de televisão, todos os formatos jornalísticos em papel, sejam jornais ou revistas, sites, rumores, 'ouvi dizer que' e demais ferramentas de registo e relato.
Desde sempre que tento fazer a minha própria filtragem às massivas doses de dados que esses meios fornecem, tendo sempre presente que, apesar de massivas, muitas das vezes essas doses não estão inteiramente correctas e podem ser 'manipuladas' no sentido que mais convier ao canal informativo que naquele momento veícula a informação.
A manipulação a que me refiro não é sinónimo de adulterar, omitir ou criar factos inexistentes, mas providenciar esses mesmos factos de acordo com um determinado ponto de vista, por forma a que nós, no conforto das nossas tentativas de saciar a eterna sede de informção, acabemos por tomar certas posições, baseadas no que acabámos de ver, ouvir ou ler...
Esta prática decorre, na maior parte das ocasiões, sem que nos apercebamos, sem que pensemos um pouco nas coisas que nos são ditas e na forma como o estão a fazer.

Hoje tive um excelente exemplo prático dessa situação, enquanto à mesa tentava dar luta a um prato de bacalhau (tão tipicamente lusitano!), receita especial, mas não secreta, da minha dotada cozinheira particular (sim, isso mesmo, minha mãe...)!
Em dois noticiários diferentes, sublinhe-se: de duas estações de televisão diferentes, a mesma notícia foi dada com o foco a incidir sobre dois aspectos diferentes, fazendo dessa forma com que a notícia em si, parecesse viver em dois universos distintos...

A saber: no notíciário da SIC a abertura da notícia é feita relatando uma super apreensão efectuada pela GNR e Brigada Fiscal, envolvendo a detenção de mais de uma dezena de presumíveis implicados em diversos actos de contrafacção (leia-se: contrabando)! Descrevem como foram apreendidos perto de 1 milhão de dólares falsos, granadas e outro material diverso que agora não tenho presente! Referem também que um dos detidos, de entre os muitos, é uma figura conhecida da claque de futebol Super Dragões...

Mudo de canal... Pretendo saber que notícias fazem os destaques no canal estatal, RTP...

Para a mesma notícia, a equipa de informação estatal começa logo à cabeça a informar-nos que um dos dirigentes dos Super Dragões foi detido numa operação conjunta GNR/Guarda Fiscal! Seguem dizendo que a própria claque poderá estar envolvida numa rede de contrabando de diversos materiais, incluíndo dinheiro falso, armas e outros bens diversos... Mais para o fim dizem-nos que outras tantas pessoas foram detidas na mesma operação e falam sobre a investigação que deu origem a esta operação...

Lembrei-me, ao comparar os dois métodos, daquelas histórias de mensagens subliminares, em que somos levados a pensar ou fazer algo, através de pequenos 'truques' inseridos estrategicamente em músicas, filmes ou livros...

Quase parecem ser dois mundos dentro do mesmo...