domingo, 27 de janeiro de 2008

where is my mind?


Gostaria de possuir a capacidade de citar estudos feitos por universidades americanas e instituições privadas especializadas em estatística, para tornar as minhas conversas mais ricas em dados estatísticos. É sempre um bom remate para uma frase. Chega a ser, não raras vezes, um excelente arranque para uns minutos no palanque do momento. Iniciar uma dissertação com um "de acordo com um estudo que li em qualquer lado...", oferece uma espécie de legitimidade a qualquer palermice que possa surgir logo a seguir e evita-se correr o risco de não sermos levados a sério. Se houve quem tivesse perdido tempo a elaborar um estudo, é porque deve conter alguma espécie de validade. Gostava de conseguir fazer citações desse género. Mas não sou capaz. Torna-se difícil vir a conhecer esses estudos, a não ser que venham publicados no Correio da Manhã ou nos folhetos do Lidl e com leituras deste calibre o que mais retemos na memória são o número de pessoas sexagenárias que são esfaqueadas por semana, por causa de uma sebe ou de um estendal de roupa ou, em alternativa, a sensacional promoção da azeitona descaroçada num estabelecimento perto de si.
Tornei-me num leitor preguiçoso e, infelizmente, ainda não consegui descortinar um antídoto eficaz para esta miserável condição. Parecem ser distantes os tempos em que a ânsia da leitura colhia frutos à ordem de dois títulos por semana, aproximadamente. Mas sem nunca ter abraçado o modo Marcelo Rebelo de Sousa de leituras diagonais ou assistidas e sebentadas a uma velocidade de 40 obras por mês. Para mal dos meus pecados, a minha capacidade de concentração e memória, no momento, assemelha-se à de uma ameba e dificilmente me consigo focar na leitura e compreensão das instruções de uma refeição pré-congelada, quanto mais na tarefa de ler um livro de ponta a ponta. Mas ainda não perdi a esperança. Tenho noção que estas coisas são passageiras e quando menos estiverem à espera já sou capaz de citar Nietzsche e António Lobo Antunes novamente. Bom, pensando bem, talvez não. Nunca li uma obra de Lobo Antunes e não me recordo muito bem de Nietzsche. Mas fica sempre bem, quando falamos com intelectuais, soltar um ou dois destes nomes, aproveitando também para mencionar um pouco de jazz de fusão e cinema independente do Bangladesh (voltem Argutos, estão perdoados!). Os intelectuais gostam dessas coisas. A grande maioria também gosta de zoofilia e de banhos negros e chuva dourada. Sei disto porque li num estudo de uma universidade americana...

domingo, 20 de janeiro de 2008

no mundo do hipotético...

... e se o "Jaws" fosse uma comédia romântica...?


MUST LOVE JAWS

Não poderia o pascal "The Ten Commandements" ser também uma comédia adolescente...?


THE 10 THINGS I HATE ABOUT COMMANDEMENTS

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

it's a killer sandwich!


Não sei porque razão a miúda do refeitório insiste em dar-me a sandes de queijo e fiambre que está exactamente ao lado daquela para a qual apontei... Sei que os efeitos segundários desta tortura diária passam por uma crescente vontade de comprar duas uzis e fazer um varrimento de chumbo por aquelas paredes... É assim que estas situações começam... São as pequenas coisas...

I'm not an asshole

Prometi a mim mesmo, durante o passado fim-de-semana, que teria que colocar aqui, em modo partilha, mais umas pequenas pérolas de Denis Leary que, incautas e desafogadas, deambulam pelas trilhas da auto-estrada da informação! Bom, para ser sincero, não foi apenas a mim, mas igualmente a um punhado de pessoas inocentes que tiveram o azar de se cruzarem comigo logo naquele momento, em que estava num Leary-frenzy, como eu diria se fosse americano. Mas não sou. A verdade é que estava a dar seca e o facto de ter estado a beber pode ter contribuído para essa situação...
Como isso agora não importa nada e eu até já estou sóbrio, posso, sem qualquer receio de soar a um disléxico letrado em assuntos de banalidade confirmada, deixar aqui, à mercê dos descuidados que andam em busca de cajados moçambicanos e que caem neste espaço sem saber muito bem como, três dos momentos que a fermentação de cevada maltada com outros cereais me faz gabar com tamanha vivaça! É fartar vilanagem, é fartar!


DENIS LEARY - I'm an asshole

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DENIS LEARY - at the rehab (live)

Mel Gibson Blues

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DENIS LEARY - mel gibson blues (live)

are you talking to me?

Faz algum tempo, coloquei on-line no portal YouTube um pequeno trailer de um filme de que já aqui falei anteriormente, intitulado 'Looking For Comedy In The Muslim World', que tem tido uma espécie de feedback que, sou sincero, não esperava... Penso até que terá tido até ao momento mais comentários do que este mesmo blog, apesar de serem ainda poucos... Nada como colocar um conteúdo que aborde comédia, judeus, muçulmanos e hindus, para agitar um pouco a opinião das pessoas, apesar de, se tratar apenas de um filme... Haja religião para estes crentes! (aqui se encontra o malvado)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

cineminha: A Prairie Home Companion


Começa como um film noir, mas não é um film noir. Tem momentos engraçados, mas não é uma comédia. Tem lágrimas quanto baste, mas não se trata de um drama. Andam por lá canções e duetos, mas não é um musical. A Lindsay Lohan faz parte do elenco, mas não é um filme mau...
Trata-se apenas de “A Prairie Home Companion” (2006), um filme simples com um elenco de estrelas, acerca de um programa de rádio de outros tempos, que chega à sua última emissão, vítima da ganância corporativa. Uma história simples, com pequenas outras histórias entrelaçadas e com muita música, interpretada por alguns dos actores que fazem deste filme simples uma verdadeira reunião de vedetas! É assim que podemos ver juntos na mesma produção alguns nomes como Meryl Streep, Woody Harrelson, John C Reilly, Lily Tomlin, Kevin Kline e Tommy Lee Jones entre outros!
Eu não sou o maior fan de musicais, a não ser, é claro, se estivermos a falar dos clássicos eternos como “Singin’ In The Rain” (1952), “The Wizard Of Oz” (1939), “Mary Poppins” (1964) ou “The Sound Of Music” (1965), que todos nós conhecemos tão bem como “Música No Coração”! Mas apesar de todos os momentos musicais destes 105 minutos, não me importei absolutamente nada de gastar o meu tempo com “A Prairie Home Companion”, pois como já referi ali em cima, não se trata de um musical. Trata-se de tempo bem passado...

A Prairie Home Companion (Robert Altman, 2006)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

thank you for smoking


Vou aproveitar que agora estou aqui sozinho, sem que exista um defensor do ar livre de fumo por perto, para acender um cigarrinho e poder gozar sossegado o meu declínio pulmonar, não me preocupando se estou perto de uma zona de dístico azul ou se me encontro em infração de uma qualquer zona vermelha! Estamos a viver numa nova era, regulada pela lei que controla o fumo do tabaco e que, segundo me parece, anda a tornar muitas pessoas em tolinhos. Uns porque agora estão impedidos de fumar em locais onde sempre fumaram, outros porque agora que existe uma lei, andam a crescer para os fumadores que nem adolescentes com as costas quentes e protegidas pelo primo que trabalha nas obras e andou uns meses no karate lá na colectividade!
À boa maneira portuguesa, após a entrada em vigor desta lei, ainda ninguém sabe ao certo onde pode ou não pode, como preparar os espaços de que é proprietário para se poder, quais são os equipamentos previstos por lei, quem os controla e acima de tudo, porque razão é que isto se parece cada vez mais com uma guerra idiota entre fumadores e não-fumadores? Tenho lido e visto por aí algumas coisas que, na maioria das vezes, só me traz à garganta a vontade de exclamar, “sois uns tolinhos!”.
Existe quem ande a fazer comparações entre fumadores e terroristas, quem diga que uma vez proíbido o fumo do tabaco em locais públicos, por questões de saúde, se deva também restringir a circulação automóvel em todos os locais, uma vez que o monóxido de carbono também não faz lá muito bem aos ossos de uma pessoa. Ao que parece, esta última parte já está coberta pela legislação, que proíbe a circulação de automóveis em recintos públicos fechados e sem extractores de fumo!! Ainda não tive oportunidade de me informar...
Um facto positivo a tirar de toda esta nova situação é a aparente nova vida dada aos agentes da autoridade deste nosso pequeno paraíso europeu, que agora não têm mãos a medir para atender a todas as chamadas solicitando a presença de um agente para obrigar um cidadão a apagar o seu cigarro! Ora aí está um magnífico uso a ser dado ao dinheiro dos meus impostos! Porque se há coisa que me deixa inseguro e com receio de sair à rua é o facto de saber que andam por aí uns meliantes a fumar em locais proíbidos! É claro que, na outra face da moeda, encontramos os prevaricadores anti-sistema, que, dada a incontrolável vontade de violar a lei mas sem coragem ou talento para assaltar um banco, andar em contramão na auto-estrada, desviar fundos de uma associação ou mesmo roubar um multibanco com uma retro-escavadora, resolvem puxar uma cigarrada num local onde já sabem que não podem fumar! São grandes, estes desafiadores da autoridade! Se o Zé do Telhado os pudesse ver agora...
Apesar de haver quem diga o contrário, fumar é um direito pessoal, da mesma forma como o é não ter que levar com o fumo alheio! No fundo, trata-se de uma questão de bom senso, coisa que parece carenciar no nosso burgo. É tudo ou nada! Branco ou preto! Quem não aprecia muito estas imposições, donos de estabelecimentos de diversão, restauração e afins, tem que se aguentar, mesmo que vejam os seus rendimentos a afunilar. É a ordem das coisas. Talvez um dia surja uma lei que proíba os não fumadores de respirar em locais fechados, sem ventilação. O excesso de moral exalada por essas pessoas pode consumir a paciência dos outros...
Com isto tudo em mente, não posso deixar de partilhar um pequeno pedaço de vídeo, fruto de um fumador inveterado, de seu nome Denis Leary, que muitos podem reconhecer da série ‘Rescue Me’ (escritor, produtor e protagonista), mas outros podem-se já ter deparado com o seu trabalho em inúmeros filmes ou como stand-up comedian! É desta última vertente que estes minutos se tratam, retirados de um especial para a televisão intitulado ‘No Cure For Cancer’ e gravado em 1992!
Segurem-se que cá vai disto:


DENIS LEARY - cigarettes (in No Cure For Cancer, 1992)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

corpo, sangue e máquina


Para todos aqueles que estavam fartos de cinema e música... Tomem lá a música dos The Thermals! Esta é uma banda de Portland (USA), que descobri apenas recentemente, apesar de levarem já três discos gravados. Os temas que actualmente vão destilando aqui por casa pertencem ao terceiro album, 'The Body, The Blood, The Machine', que, segundo a banda, conta a história de um jovem casal que tem que fugir de uns Estados Unidos da América governados por falsos-cristãos fascistas! Este disco foi produzido por Brendan Canty, baterista de Fugazi e ao que parece recebeu muito boas críticas, estando inclusive nomeado em muitas listas de melhores albums de 2006!
Sendo um trio que lança as suas gravações através da mítica editora SubPop e cujas influências os fazem pairar sobre as sonoridades post-punk-pop, muitos poderão dizer que se tratam de mais uma tentativa para seguir o legado daquela tal banda de Seattle, que não vou referir o nome por ser demasiado óbvio, mas na minha opinião, nem é por esses caminhos que os The Thermals seguem, encontrando-se, isso sim, mais próximos das linhas pixieanas que Black Francis tem vindo a traçar ao longo dos tempos, se bem que em alguns momentos até umas gotas dos Placebo de Brian Molko se conseguem detectar se estivermos com atenção.
Um dos temas que habitualmente se encontram em modo repeat aqui no aparelho é 'Here's Your Future', do qual podem sentir um pouco nesta cena da série 'Weeds'! A minha partilha aqui é feita com o vídeo para o tema 'Pilar Of Salt', também ele integrado neste terceiro album 'The Body, The Blood, The Machine':
THE THERMALS - pilar of salt

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

eu sou o pedinchas


Quando comecei a descobrir informação acerca do filme ‘I Am Legend’, acabei por desvendar aquilo que até aquele momento eram segredos para mim, novidades, curiosidades. Conta-nos tudo, já vos ouço em antecipação, conta-nos tudo...
Pois bem, para quem não sabe, esta história é uma adaptação do livro de Richard Matheson. Acontece que antes desta versão ter sido criada com as medidas do Will Smith, duas outras versões cinematográficas foram já levadas a cabo, cada uma delas com o seu protagonista entregue a um nome de considerável peso, que nos deixaram no seu devido tempo, ‘The Last Man On Earth’ de 1964 e, posteriormente, ‘The Omega Man’ de 1971! Assim foi que no longínquo 1964, Ubaldo Ragona realizou a primeira tentativa para esta história, que foi interpretada pelo grande Vincent Price! Ao fim de alguns anos, mais exactamente em 1971, Boris Sagal, agarrou novamente neste argumento e foi Charlton Heston (se nunca viram: The Ten Commandements, Ben Hur ou Planet Of The Apes, o original de 1968, então não merecem viver!) que se chegou à frente para seguir nas pisadas de Robert Neville, o cientista que sobrevive ao vírus que transforma toda a gente em tipos esquisitos.
Porque razão me fui agora lembrar disto? Basicamente porque, mais mês menos mês, o meu aniversário surge por aí sem se dar por ele e sendo que ‘I Am Legend’, como filme, ficou aquém das minhas expectativas, levantou-se em mim uma curiosidade de ferro para descobrir estas duas versões anteriores e, macacos me mordam!, não é que elas estão à disposição em DVD no site da CD-WOW, por uns míseros 23 euros, em que os portes são totalmente gratuitos? Meus amigos, isto é uma oportunidade que vocês não deviam deixar escapar!
Poderia dizer que preferia a versão de Vincent Price, mas não me importo de ficar com as duas!

kiss me deadly


Talvez tenha acontecido ontem o melhor momento de sempre para ter soado na minha imaginação e no sistema de som que o planeta deveria possuir para este tipo de ocasiões, aquele hit de Lita Ford, 'Kiss Me Deadly', quando fui acusado de ser beijoqueiro! O meu mundo foi abalado... Foi um dia bom!

smell the coffee and eat your beans

Para aqueles menos distraídos e talvez mais curiosos ou, por outras palavras, como criar um novo post com conteúdo que poderia muito bem ter utilizado na tolice anterior:


TOM WAITS - gods's away on business


FINNTROLL – trollhammeren


THE USUAL SUSPECTS (Bryan Singer, 1995)


HIGH FIDELITY (Stephen Frears, 2000)

not a writer's block


Faz algum tempo atrás, foi-me perguntado porque razão não permitia que a criatividade, que tento depositar nestas palermices que vou escrevendo, pudesse tomar outros rumos que não apenas as referidas palermices que aqui vou deixando. Porque não temas mais profundos e divagações mais filosóficas, dado que a filosofia e a divagação sempre foram áreas em que me senti bastante confortável, apesar de não passar de um tipo que divaga e vai fazendo umas considerações tolinhas pelo meio? Sim, porque não? Bom, a verdade é que este espaço nunca possuiu um tema ou destino específico. A pretensão continua a ser a de um mero depósito de palavras e diálogos a um interlocutor, coisa que pode soar preocupante se esses diálogos forem em voz alta... É certo que muitas das coisas que vão sendo aqui deixadas têm tido um denominador quase comum, seja ele o cinema ou a música, mas isto deve-se apenas ao acaso momentâneo das coisas que teimam em ser transformadas em letras enquanto descanso o meu gordo traseiro nesta cadeira que me provoca fortes dores lombares.
Nada invalida a presença de outras palavras menos tolas neste espaço. Elas apenas ainda não surgiram. Talvez amanhã ou na próxima semana. Talvez no próximo post. Talvez não venham a surgir sequer. Pode ser sintomático, mas já não me lembro da última vez que a minha veia criativa se libertou e as tolices ficaram de parte para dar lugar a outros temas. Divagações, principalmente. Mas recordo-me de tempos em que se escrevia praticamente em todos os lugares, em todas as ocasiões e em praticamente todos os estados possíveis da demência ébria. Não que alguma vez tivesse pensado que era escritor, apenas registava umas coisas de vez em quando. Admiro muito as pessoas que têm esse dom e que de uma forma ou de outra conseguem criar todos esses pedaços de arte que podemos encontrar por onde os queiramos descobrir. Sinto admiração por quem escreve um bom livro. Que diabo, até por quem escreve um mau livro, pois pelo menos teve a coragem de se apresentar a escrutínio público! Não é fácil... Sinto admiração por escreve uma boa letra de uma música, por quem cria um bom texto de comédia que faça rir outras pessoas! Até mesmo por quem escrevia aqueles artigos bestiais na Revista Mecânica Popular acerca da construção de aquários e de jardins japoneses, que o meu pai colecionou durante tanto tempo...
Aprecio a escrita quase da mesma forma como aprecio a música e o cinema. Estes dois últimos têm tido maior presença neste espaço, apenas porque gosto de falar sobre eles. Mal ou bem. Com ou sem conhecimento de causa. Mas gosto. Tenho especial apetência para maçar os outros com estes meus vícios e, pelo menos aqui, só se aborrece quem aparecer para ler as palermices que vou deixando (sim, falo de todos vocês três ou quatro!), escusando-me o desconforto das imensas declamações públicas, com vagas explicações da razão pela qual gosto de ouvir Tom Waits da mesma forma que me dá prazer escutar um qualquer tema de Finntroll ou porque 'The Usual Suspects' é um dos meus filmes preferidos, tal como o é 'High Fidelity'!
Talvez daqui a um ou dois posts os temas sejam temperados de outra forma. Talvez não. Tudo acaba sempre por depender do meu sofrimento lombar...

domingo, 6 de janeiro de 2008

algo completamente similar

Cloverfield... Venha de lá mais uma dose massiva de hype, então!
Confesso que estou um pouco receoso em relação a este. Trata-se de mais um filme que anda a levar um tratamento de relações públicas do tamanho do défice! Em muitos sites e blogs (ou será blogues?) que falam sobre estas coisas diz-se que 'este é que é' e 'mal posso esperar pela estreia' e um monte de outros comentários semelhantes e antecipações gloriosas.
Sabe-se que é um projecto produzido por JJ Abrams e realizado por Matt Reeves, forças criativas por trás de coisas como as séries Lost, Felicity, Alias ou os filmes Armageddon (1998) e Mission Impossible III (2006). Sabe-se que se trata de um monstro que vai atacar New York (aquela gente já deve estar cansada de ser constantemente atacada por tudo quanto é ruíndade!) e sabe-se ainda que ninguém sabe que espécie de monstro estão os senhores a preparar para revelar ao mundo, apesar de existirem um sem número de teorias e tentativas de adivinhação, uma espécie de lançamento de barro às paredes, cá vai disto e logo se vê! Existe até quem descubra no posters promocionais do filme a resposta para este mistério, como os autores desta teoria:



Segundo consta, após visitar uma exposição de brinquedos no Japão, que estava minada de parafernália relacionada com Godzilla, o senhor JJ Abrams achou que estava na altura dos americanos terem o seu próprio monstro, algo diferente de King Kong pois este é demasiado fofo. Assim surgiu a ideia para este Cloverfield!
A mim, que não sou especialista nem tenho qualquer intenção obscura de vir a ser conhecido como um, após ter visionado os trailers correspondentes, chego a esta conclusão que, ainda que seja parva, tem todo o direito de existir: parece-me um híbrido entre o Blairwitch Project e o Godzilla! Posso estar redondamente enganado e se assim for, tanto melhor, pois assim talvez o hype fosse correspondente à qualidade da obra e não mais um redundante flop...
Tirem as vossas conclusões, depois da estreia voltamos a falar:


Cloverfield, Janeiro 2008

cineminha: I Am Legend


Hype! Este termo anglo-saxónico, frequentemente utilizado no meio da crítica cinematográfica e musical, deriva de outro termo, 'hyperbole', uma figura de estilo que representa o exagero. Segundo a Wikipedia, utiliza-se para criar ênfase, para criar uma expectativa e um dinamismo à volta de, por exemplo, um filme. De acordo com a mesma explicação, 'muitas vezes o valor de entretenimento do objecto que está em causa é deveras exagerado.
Este é o tipo de coisas que as pessoas deviam saber antes de se aventurarem a ver filmes que têm tido um hype tremendo nos meios de comunicação. Porque este é o tipo de coisas que podem aborrecer sériamente um indíviduo. Com todo o burburinho que foi feito à volta deste filme, eu, sinceramente esperava um pouco mais...
Graças ao Criador, que a companhia que tive era excelente...

influenza


Mal-estar, febre elevada, arrepios, dores musculares dos membros superiores e/ou dorsais ou lombares, artralgias, ardor faríngeo (sempre agradável), tosse seca, rinorreia serosa (nem eu iria querer a minha rinorreia de outra forma), e cefaleias. Pode também ocorrer conjuntivite. Podem ocorrer prostação e anorexia. Porque não?
Resumidamente, uma chatice dos diabos...

sábado, 5 de janeiro de 2008

assobiar no escuro


Aproveitando o facto de ter escolhido esta última semana para descansar um pouco das sevícias do emprego (segunda-feira é tempo de voltar a ser um dos dentes da engrenagem), aproveitei também para dar um digno impulso no meu fetiche mais inócuo e passar horas a fio vendo ou revendo películas e filmezinhos. Doravante, será este o meu amigo imaginário, companheiro de horas solitárias (ou não), mais ainda do que tinha sido até ao presente.
Uma das fitas (ou discos, neste caso) que voltei a visitar foi este 'A Dirty Shame', realizado por John Waters e com a participação de Tracey Ullman, Selma Blair, Chris Isaak e Johnny Knoxville (que apesar de fazer parte dos dementes Jackass, eu nunca me recordo do nome, aparentemente porque não sou gaja, segundo me foi dito pela minha amiga A.), entre outros.
Não vou estar aqui a encher linhas com considerações acerca do filme em si. Vou apenas dizer que os viciados em sexo são aqui homenageados (da mesma forma que os fanáticos da moral e bons costumes), que o cunílingus é referido praticamente a cada 30 segundos de filme (como é óbvio, exagero), e que algumas das suas referências mais capazes passam por:
cantar no desfiladeiro;
descobrir a ostra;
espirrar no repolho;
e
assobiar no escuro...

mercado de Inverno


Terminada a época sazonal dedicada ao enfardamento de fritos e licores de qualidade duvidosa, abrilhantada com a segunda gripe conseguida no espaço de dois meses, eis-me de volta ao mundo onanista da palavra feita post e do post feito blog (ou será blogue?).
O aniversário do Messias lá decorreu com as habituais oferendas pagãs de derivação consumista, para justificar os habituais ajuntamentos familiares de emoção controlada e limitada à duração temporal dessa estação tradicional. Como é também tradição, lá surgiram os aftershaves, as pantufas e os chinelos e tudo o restante que nunca foi oferecido a Cristo. O que eu não daria para receber um pouco de ouro, incenso ou mirra... Principalmente ouro, uma vez que nem sei ao certo o será a mirra.
Posto isto e ultrapassada esta etapa, deparamos com outra comemoração também tradicional: o passar de um dia para o outro! Mas ao contrário do que é normal nos restantes dias do calendário, com direito a contagem decrescente, roupa interior azul e degustação de passas! Bom, se já tenho dificuldade em compreender porque razão um septuagenário vestido de vermelho que se faz transformar num trenó puxado por renas voadoras tem tamanho papel de destaque no aniversário do Salvador, mais ainda para compreender estes rituais. O das passas e da roupa interior azul, quero dizer... O consumo massivo de alcóol ainda faz algum sentido, porque isto de esperar um ano inteiro para fazer uma contagem decrescente de 10 segundos, pode levar algumas almas a um ponto de saturação bastante elevado e há que aliviar a condição de alguma forma. Que seja então atingido um novo patamar médico no pré-coma alcóolico e não suficiente, deitando a mão a uma ou duas armas de fogo e soltando umas quantas fogachadas para o ar! Há tradições tão bonitas... Contagens decrescentes e tiros de caçadeira combinam muito bem, eu acho...
Algo que também me escapa um pouco são aqueles votos que escapam da boca de todos: Bom ano! Um bom ano para ti! Bom ano para todos! Exactamente em que altura é que desejar bom ano deixa de ser uma atitude cordial e passa a tornar-se parvo? É que eu estou preparado para chegar a meados de Junho ainda a ouvir alguns indíviduos a desejarem-me 'um bom ano'!
Desenganem-se aqueles que traduzem estes meus devaneios como uma crítica frontal à época, porque nem eu sei ao certo o que muitas vezes digo ou o que quero dizer com isso. Sim, porque eu como o bacalhau, fiel amigo (não será um pouco abusador colocar no centro dos nossos banquetes aquilo a que chamamos, um fiel amigo? O que é que isso nos diz acerca da forma como cultivamos as nossas amizades?), ofereço pantufas e Ferrero Rochés (Natal sem Ferrero Rochés é uma farsa!) e faço questão de me alcoolizar profundamente quer neste dia, mas principalmente naquele em que fazemos uma contagem decrescente para passarmos para o dia seguinte. Com alguma coisa tenho que me entreter, meus amigos. O meu sistema digestivo não é grande apreciador de passas...
Um bom ano para todos!!