sábado, 4 de julho de 2015

press play to start again


Habituados que estamos a ritmos mais ou menos descartáveis, preenchidos com conteúdos de validade muito curta, não deixa de me surpreender a forma como não me conseguem fluir as despedidas para espaços como o Cajado, o quase-primogénito deixado ao abandono ou, pelo menos, o que resta daquela primeira ninhada de ideias primogénitas formadas nos entrefolhos encefálicos e que acabaram por caminhar por si próprias.

Aqui foi ficando, relicário de espasmos nervosos em forma de letra e testemunha de várias tentativas de ir encontro à sanidade ainda que de uma forma menos clara ou objectiva. Quase dado como perdido para a existência, sublinhada condição pela sua ausência em pensamentos presentes ou planos futuros, resolve-se agora oferecer-lhe novo folego, novos conteúdos e as inevitáveis danças com os fantasmas dos conteúdos passados. Na verdade, o conceito por trás desta decisão é bastante simples: para quê abrir as portas de um novo quintal, quando nos basta aparar as ervas deste?

Deixemos então crescer aqui novas verduras, sejam elas de teor cultural, ocioso ou meras tolices imberbes, tudo quanto possam ser frutos sumarentos que tantas e tantas vezes vão surgindo na inbox. Ergue-se de novo o Cajado. O Poderoso.

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