sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

kiss me, oh kiss me

Este post deve ser lido ao som deste tema:



Pronto... A pedido de muitas famílias, ou melhor, da minha, mais precisamente, pelas palavras de Cassamia (cujo casa podem visitar aqui), vi-me levado a deixar aqui algo acerca deste dia, que hoje ouvi apelidar na rádio como o 'dia mais piroso do ano', esse tal dia de São Valentim...
Não estava no meu programa de festas elaborar qualquer tipo de post nestes dias, até porque tenho sido acossado pela doença, seja ela qualquer for, e as minhas principais preocupações neste últimos dias têm sido algo do género 'o meu reino por uma cama, todo o meu reino por uma canja'! É verdade... Para além das consequências naturais de uma vulgar gripe, tenho sido alvo de dores corporais dignas de um dos maiores ataques de efeitos segundários menstruais de que há memória! Mesmo para quem diga 'como podes tu saber?', eu digo: vocês sabem lá o que tenho sofrido nestes últimos dias... Pois para quem não imagina, eu descrevo... Imaginem um ser semelhante ao Corcunda de NotreDame, uma vez que as dores têm sido de tal ordem que me impediram de caminhar como um Homo Sapiens, a quem tenham oferecido um tratamento intensivo de pauladas nos rins (sim, nos dois) e que passa nesse momento por dores idênticas às de quem está prestes a dar à luz, sem qualquer tipo de epidural... Sim, eu estive a sofrer... Mas já passou! Pelo menos a parte das dores, porque os efeitos da gripe ainda permanecem. Vocês sabem, o costume. A quantidade de muco suficiente para enojar um necrófilo a entupir-me as vias respiratórias e a sensação de que estou a comunicar com o mundo em mono, dado que não consigo ouvir em condições aceitáveis e quando falo sinto-me como uma marioneta dos Marretas, com aquelas vozes estupidamente alteradas...
Mas foi mais um dia de São Valentim que passou e isso é um facto... Desta vez, ao contrário do que costumo fazer, que é ficar em casa e evitar ao máximo todas aquelas criaturas fofas que são os casais de namorados e que nos conseguem levar aos extremos da paciência com os 'fofinhos' e 'princesas' e 'xuxus', decidi aceitar o convite de um grupo de encalhados como eu (leia-se: pessoal sem namorados/as) e fui jantar fora com toda aquela pandilha! Um serão diferente para a época, pensei com os meus botões... Mas um jantar de grupo é sempre um jantar de grupo. Um dos pontos imperativos é a presença de alcool na mesa, que alegra sempre uma reunião, seja ela um baptizado, um funeral ou um jantar de encalhados e mais do que isso, sempre ajuda a desbloquear muitas conversas e fazer do indivíduo mais tímido do grupo a alma e coração da animação presente...
O jantar em si assemelhou-se mais a uma ceia, dado o adiantado da hora a que a comida começou a aflorar a mesa, mas ainda assim foi uma animada confraternização. Não percebi muito bem as constantes faltas de energia que tornaram o local num antro de escuridão por diversas vezes, mas talvez fosse uma forma de fazer com que os convivas se tornassem mais íntimos entre si. Azar dos meus azares, estava sentado entre homens. Nada contra os apreciadores, mas não é bem o meu desporto de eleição...
No fundo, todos sentiam uma espécie de amargura por não terem neste dia uma cara metade com quem partilhar a data (apesar de ninguém o querer admitir) mas, por outro lado, muitas dúvidas haviam no ar acerca do sentido de todo este dia, uma vez que em conversas com os abonados que se encontram no auge das suas relações, logo, com companhia para um jantar a dois, chegámos à conclusão que esses abonados nos invejaram o facto de fazermos o tal jantar com toda a gente reunida. Os encalhados fizeram inveja aos relacionados. Vá-se lá perceber estes humanos...
A minha opinião pessoal, ainda que não pedida por ninguém, mas que eu registo na mesma, apenas porque sim, é que esta data já está mais do que possuída pelas garras do consumismo. A sério... Precisamos mesmo de um dia específico para celebrar a nossa relação com outra pessoa? A não ser que eu seja um romântico inveterado e com o prazo de validade expirado, todos os dias são dias de celebração para uma relação e não existe qualquer necessidade um dia especial para que tenha que 'oferecer flores' ou 'aquele presente especial'... Mas, como já disse, se calhar, até sou eu que estou ultrapassado no meio disto tudo e, apesar de considerar o dia demasiado dado a consumismos, acho ainda assim que é muito melhor passar a data com aquele alguém que esteja mais perto de ser a nossa cara metade... Mas eu nestas coisas sou um bocado antiquado...
É verdade, escolhi "Kiss Me, Oh Kiss Me" porque acho uma música fenomenal e o David não é tão mau assim, apesar de eu ter escrito estas palavras ao som disto! (quem se lembraria de associar o nome Impaled Nazarene ao dia dos namorados?)
E para todas vocês crianças, um Feliz Dia de São Valentim!

1 comentário:

Anónimo disse...

meu menino lindo qui tá tão doentinho... beijo grande e obrigada pelo post maravilhoso as always!!!