
Apesar de ser tarde, não deixa deixa de ser cedo! É uma afirmação palerma, mas em termos de rotinas faz todo o sentido. Pelo menos para mim... Cheguei a casa depois de passar um bocado desta noite a consumir cigarros de forma compulsiva e a encharcar esse consumo com cerveja estrangeira... Mais uma noite, igual a tantas outras...
A moral que me acompanhou no prenúncio de uma outra noite sem grandes emoções apresentou-se num tom elevado. Foi cedo aquando da minha visita ao chamado ‘trono do castelo’ com o intuito de deixar ficar para trás o lastro conteúdo das minhas entranhas. Após um destes momentos, ficamos sempre com a sensação que o dia ou a noite só podem correr melhor, sentimo-nos bem, leves, despegados daquelas amarras que o nosso metabolismo nos impõe para nos fazer lembrar que estamos carregados de impurezas, lixo orgânico e demais organismos celulares há algum tempo perecidos no nosso corpo.
Senti-me tão bem que o duche que sucedeu esta operação ainda me soube melhor. Decidi que desta vez não haveria lugar à habitual prática onanistíca que costuma acompanhar o ritual de purificação. Ficaria talvez para mais tarde, dependendo do grau de alcolémia com que abordasse as portadas do lar e a privacidade da ... privacidade!
Apesar de tudo, tinha que haver lugar a uma libertação maior, um outro patamar de limpeza e purificação. Lâminas à distância de um gesto, demorou apenas um breve momento até que todas pilosidades do crâneo e face desaparecessem. New look! Mas não fiquei por aqui. Oferecendo liberdade ao aço cortante, libertei as chamadas partes fodengas de tudo quanto tivesse aparência capilar, por forma a trazer um pouco mais de frescura à derme. É também uma moldura diferente que se apresenta no caso de alguma alma caridosa nos querer oferecer o chamado prazer oral. Como se fosse hábito...
Uma generosa defecação, que é como as pessoas educadas chamam a uma valente cagada, um duche relaxante e um corte de cabelo quase total, estavam a preparar-me para sair de casa na procura de um sábado à noite em condições. “Hoje acabo a noite a lamber umas mamas!”, pensei quando segurei nas chaves do carro e saí em direcção da casa dos meus pais, para um jantar grelhado e uma troca de galhardetes às custas de um jogo qualquer que estava a ser transmitido num canal qualquer. Era mais para oferecer ânimo do que outra coisa. Normalmente isso nunca acontece. Refiro-me ao lamber de mamas. É uma pena, pois considero-me um excelente lambedor. Mais um talento que se anda a perder...
1 comentário:
Anda tudo ao mesmo...
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