Quando iniciei o período de vacances, como se diz lá na Paris da France, tinha a intenção de fazer uma espécie de diário de bordo, uma coisa assim mesmo a la William Shatner, com datas interestelares e tudo, para depois ir deixando por aqui. Não que vocês tenham qualquer interesse na forma como passo os meus tempos livres, mas sempre ia ocupando um ou outro período morto e aqui o estaminé podia ter um dinamismo diferente no que a postings diz respeito. Ah, e também porque sim...
Mas afinal de contas, onde estão todas essas linhas de aventuras e desventuras? Pois é, pois é... O que se passou foi que entre o querer e o fazer ainda ficou um ou outro rabisco por escrever... Coisas naturais de acontecer quando se está de vacances e cuja vontade de abandonar o conforto da rotina palhas-deitado-palhas-estendido é demasiado parca para vertigens criativas. O engraçado é que o entusiasmo inicial ainda me fez encher linha atrás de linha que, inclusivé, acabaram por-se multiplicar por algumas páginas! Mas isto aconteceu apenas nos primeiros dois ou três dias de descanso...
Mas agora que terminou o chamado bem-bom e que a tal rotina diária do emprego me voltou a trazer novamente a tristeza a estes lindos olhos, um ou outro ponto de referência aqui feito não ficaria nada mal.
Um resumo mais ou menos colorido da coisa poderia rezar que lá fui fazer a desejada romaria para arrepio de pêlo perante os velhotes de barriga proeminente que inventaram a anarquia envolta em laçarotes musicais e demais jargões de uma geração à qual quase pertenci. A chuva é que ia estragando toda a paródia, mas nada que umas cervejolas degustadas em esforço não conseguissem ajudar a suportar.
Após essa ida à Meca volante do rock’n’roll, seguiu-se toda uma colecção de dias e noites partilhadas com almas de quem se gosta muito, entre a bonomia do sofá e do cinema a cores e a agradável acidez de uma cerveja fresca na esplanada da ordem, passando também por investidas a castelos e a lugares medievais e façanhas de fazer jus ao nome que carregamos, eu e o meu anfitrião, por caudais mais ou menos afortunados e remotos lugares de água por terra rodeados. A cútis trouxe as suas merecidas cicatrizes pois só existe uma forma de se fazer as coisas e tem que ser à homenzinho!
Diga-se de passagem que para um indivíduo que apresenta um notável físico semelhante ao meu, se bem que seja mais a roçar os arrabaldes da bizarria e do exótico, enfrentar o calor abrasador da chamada Terra Quente é uma tarefa que apresenta os seus desafios. Nomeadamente aquando do momento de viver um pouco o exercício de Narciso e namorar no espelho as nossas tonalidades recém-adquiridas. É neste momento que dou comigo a tentar perceber porque estranha razão me desleixei tanto ao ponto de cultivar uma proemimente barriga que agora, com os seus refegos e entrefolhos, me oferece um bronzeado mais ao estilo de uma zebra africana ou de um tabuleiro de xadrez... Mas sem os bonequinhos todos lá em cima que era capaz de se tornar um bocado esquisito...
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